É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.

É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.
OS JUDEUS SÃO OS QUE SABEM QUEM É JUDEU E QUEM NÃO O É.
É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.

http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216626/jewish/Quem-Judeu.htm


______________________________________________________________________________


[Blog (todo) revisado em 17/10/13.]

"[Em breve,] toda a Terra estará repleta do conhecimento de HASHEM, assim como as águas cobrem o mar."
- Ieshaiáhu (Livro Judaico do Profeta Judeu Isaías) 11:9

A vida é um aprendizado para todos, sem exceção, sempre, e para sempre. E se aprende ou pelo amor ou pela dor.
- O Blog

"O judaísmo identifica-se como um ato de D-us na história da humanidade."
- Herman Wouk

"Os 10 Mandamentos foram uma revelação única na história da humanidade. [Ela foi] ouvida por todo o povo judeu (aproximadamente 3 milhões de pessoas) aos pés do Monte Sinai ... . Israel é o povo que revela a vontade de D-us. Tem por tarefa e objetivo ser o coração da humanidade, uma fonte de vida espiritual para os outros povos."
- Raphael Shammaho

"Feliz é a nação cujo D-us é HASHEM (a nação israelita), o povo que ELE escolheu para Sua propriedade. Pois D-us escolheu (os Filhos de) Yaacov para SI, (o povo de) Israel como Seu tesouro. Feliz é o povo cujo D-us é HASHEM."
- Tehilim (Livro Judaico dos Salmos) 33:12; 135:4; 144:15

"Envia Tua luz e Tua verdade, que elas me conduzam; elas me trarão ao Teu santo monte [o Judaísmo] e ao Teu tabernáculo [a Torá]. Então ... eu Te louvarei ..., ó D-us, meu D-us!"
- Tehilim (Livro Judaico dos Salmos) 43:3, 4

segunda-feira, 17 de março de 2014

Shoah, FATO (2) / Os Cristãos, antinazistas?

http://www.avvenire.it/Cultura/Pagine/luterani-nazismo-mea-culpa-su-hitler-intervista-stephan-linck.aspx


"Intervista a Stephan Linck
Luterani, mea culpa su Hitler"


Tradução em português de Moisés Sbardelotto.


"Entrevista com Stephan Linck
Luteranos, mea culpa sobre Hitler

É um "mea culpa" tão espetacular quanto radical e "em curso" aquele que está sendo feito há alguns anos pela Igreja Evangélica da Alemanha do Norte – uma das 22 Igrejas regionais que compõem a Igreja Evangélica Alemã – pelo seu comprometimento com o nazismo. Uma das últimas iniciativas foi a tarefa dada ao historiador Stephan Linck de investigar o que o apoio ao regime hitleriano deixou de herança no pós-guerra. Linck, que já havia se ocupado dos anos "quentes" da República de Weimar em 1945, publicou recentemente "Novo início? A relação da Igreja Evangélica com o seu passado nazista e com o judaísmo. As Igrejas regionais no norte do Elba, 1945-1965", o primeiro de dois volumes previstos, publicado pela editora oficial da Igreja regional do Norte.
Professor Linck, de onde nasceu essa vontade de transparência histórica?
Em 1998, quando o Sínodo da Igreja Evangélica da Alemanha do Norte publicou uma declaração-esclarecimento no 50º aniversário da Noite dos Cristais, se queria saber também quais procedimentos antijudaicos foram emitidos pelas Igrejas de LübeckEutinSchleswig-Holstein e Hamburgo. Não havia uma resposta certa, por isso foi preciso comissionar uma pesquisa. Diante desse vazio de conhecimento, muitos ficaram estupefatos, e se decidiu, portanto, realizar também uma mostra que, entre 2001 e 2007, foi organizada em vários lugares e levou a uma profunda discussão, fazendo conhecer a cumplicidade da Igreja Evangélica na perseguição dos judeus. Portanto, se queria saber como a Igreja Evangélica mudou depois do nazismo e como foi possível que, ao longo das décadas, o tema nunca foi abordado criticamente; por isso, decidiu-se iniciar um projeto de pesquisa.
A ideologia nazista estava imbuída de neopaganismo: como foi possível manter juntos o Evangelho e a mitologia ariana?
No início do regime, o apoio protestante a Hitler era enorme, porque ele havia removido a República, que era vista como uma entidade irreligiosa. Os nazistas propagandeavam um "cristianismo positivo", voltado negativamente apenas contra os judeus, e isso encontrou o favor dos luteranos. O elemento neopagão foi rejeitado pela maioria dos fiéis.
Os escritos de Lutero contra os judeus têm um papel na "sintonia" com o antissemitismo nazista?
As profundas raízes do antissemitismo da Igreja Evangélica afundavam no nacionalismo alemão; no entanto, sim, muitos protestantes se referiam aos escritos de Lutero contra os judeus para demonstrar que eles eram os antissemitas "originais": no fundo, Lutero já havia incitado a perseguir os judeus e a incendiar as sinagogas.
Os nazistas gozaram do favor dos protestantes mais ao norte do que no resto da Alemanha?
Antes de 1933, o Partido Nacional-Socialista gozava de grande favor junto ao eleitorado protestante em geral. Ao contrário dos católicos, os protestantes, durante a República de Weimar, não tinham um partido confessional de referência. Foram os luteranos em particular que rejeitaram a República, porque isso havia levado à renúncia do Kaiser e rei da Prússia, que era visto como a autoridade luterana.
Uma curiosidade: a Lutherkircke de Lübeck foi construída de frente para o norte. Quanto a ideologia nazista influenciou a arquitetura sacra?
A arquitetura das Igrejas foi decidida pelas comunidades individuais e não houve um projeto comum. Na Lutherkirchede Lübeck, reinavam os pertencentes à Aliança para a Igreja Alemã ["Bund für deutsche Kirche", uma pequena minoria da Igreja Evangélica. Eles rejeitavam o Antigo Testamento, judeu demais, e identificavam o Deus pai da Bíblia com o nórdico "Pai de todos", "Allvater", apelativo de Odin]. Por isso, era preciso rezar para o norte e não para o leste, isto é, em direção a Jerusalém. Outra igreja dedicada a Lutero em Hamburgo, no distrito de Wellingsbüttel, foi construída de frente para o norte. A Aliança para a Igreja Alemã foi fundada em 1919, mas teve grande influência somente durante a hegemonia nazista. O expoente mais fervoroso dos chamados "cristãos alemães" no Schleswig-Holstein, Propst Ernst Szymanowski, tornou-se tão extremista a ponto de sair da Igreja e se tornar um oficial das SS. À frente de um "Einsatzkommando", ele foi responsável pela morte de milhares de russos e foi condenado nojulgamento de Nüremberg.
Quais foram as omissões da Igreja Evangélica que, no seu estudo, mais chamaram a sua atenção?
Depois de 1945, a grande maioria dos luteranos não se confrontou com o seu próprio pró-nazismo. Eram criticadas, ao invés, as "forças de ocupação" e a "justiça dos vencedores". Na Alemanha destruída, à qual afluíram milhões de refugiados dos territórios perdidos ao leste, não se queria admitir que essa condição havia sido causada pelos próprios alemães, que, além disso, haviam infligido sofrimentos piores às outras populações. Na Igreja luterana, o sentimento coletivo dos fiéis teve um maior peso com relação à necessidade de julgar o próprio passado. É triste o quão tarde começou uma análise crítica. E é amargo constatar como as pesquisas sobre a história da Igreja em âmbito universitário também se ocuparam muito pouco das responsabilidades da Igreja Evangélica durante o nazismo. Isso ficou muito claro para mim quando eu falei com protestantes de origem judaica: eles esperaram por décadas um mea culpa da Igreja. Uma dessas figuras era a filha de um pastor da Igreja de Schleswig-Holstein, o qual, em 1939, foi proibido exercer o seu ministério, porque havia se recusado a se separar da esposa – uma judia que havia se batizado. O pai, em 1945, tinha pedido para ser readmitido em serviço como um pastor, mas a família esperou em vão o pedido de desculpas por parte da Igreja. Quando eu levei o caso ao conhecimento daquela que foi a sua igreja, foi colocada uma faixa. A mulher morreu três meses depois: recém-havia recebido o pedido de perdão esperado há tanto tempo.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Falam mas não conhecem nada de judaísmo



Esta aí a prova de que querem falar do judaísmo mas não sabem nada de judaísmo.
No judaísmo não existe Javé. No Tanach não existe Javé. Os judeus não crêem em Javé (inglês: Jahve).



Fonte: http://www.radioislam.org/islam/english/toread/jewras.htm

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Corpo, Alma e Ressurreição (Por Rabi YY Jacobson)

O Aleijado Guiando o Cego

O Midrash parece intrigado pela declaração na porção Vayicrá: “Quando um alma (nefesh) peca.” Não “quando uma pessoa peca”, mas sim “quando uma alma peca.” É a alma que peca?

Diz o Midrash:

Rabi Yishmael ensinou: isso é comparável a um rei que tem um pomar de figos selecionados. Ele nomeia dois vigias: um era aleijado, o outro era cego, confiando a eles seu pomar. Após algum tempo, o aleijado volta-se para o cego e diz: “Vejo frutas tão deliciosas nesta vinha!” E o cego responde: “Então vamos comer.”

“Mas posso andar?”

“Mas posso ver?”

Então o aleijado sobe nas costas do cego, e juntos ele alcançam e comem os frutos, e então voltam às suas posições.

Após algum tempo, o rei entra no pomar. Pergunta a eles: “Onde estão minhas lindas frutas?”

O cego diz: “Ó rei, eu posso ver? Como posso tê-las comido?” E o aleijado diz:

“Ó rei, eu posso andar? Como poderia tê-las alcançado?”

O rei era sábio, o que ele fez? Colocou o aleijado sobre as costas do cego e mandou-os caminhar juntos, dizendo: “Foi assim que vocês comeram meus figos.”

Da mesma maneira, no dia futuro de prestação de contas, D'us vai perguntar à alma: “Por que você pecou perante Mim?” E a alma vai responder: “Mestre do universo! Não pequei, foi o corpo! Veja! A partir do momento em que me separei dele, sou como uma ave pura, voando a caminho do céu. Como pequei?” Então D'us dirá ao corpo: “Por que pecaste perante Mim?” E o corpo vai responder: “Mestre do universo! Não pequei, foi a alma! Veja! A partir do momento em que a alma me deixou, estou sem vida como uma pedra largada sobre a terra! Como posso ter pecado perante Ti?”

O que D'us faz? Traz a alma, joga-a no corpo, e castiga os dois, como está escrito: Ele chamará aos céus acima – esta é a alma – e à terra – este é o corpo – para julgar Seu povo.

Quem Precisa da Metáfora?

O Midrash está explicando que o pecado somente é possível através de uma colaboração plena e funcional entre corpo e alma. O corpo pode fazer as coisas, mas é sem direção; a alma dá direção mas é distante e “aleijada” – espiritual e etérea. Juntos, eles podem conseguir as duas metas: podem transgredir juntos, e podem realizar boas ações juntos.

Porém essas perguntas devem ser feitas: O objetivo das alegorias na Torá é esclarecer um conceito que poderia ser difícil. Porém o ponto neste Midrash parece ser direto e simples: o corpo por si só é um corpo; a alma por si mesma “sai para almoçar”. Juntos, eles criam a realidade que chamamos “o ser humano”. Por que a necessidade da elaborada metáfora do cego e do aleijado para explicar o conceito?

A verdade é, no entanto, que essa metáfora nos explica não apenas que corpo e alma precisam um do outro, mas também a própria natureza do corpo e da alma e por que eles precisam tão desesperadamente um do outro.

A Capacidade Para a Revolução

O corpo é representado pelo cego. Cegado pela realidade material, por si mesmo é alheio à existência de D'us. Apega-se a uma interpretação da existência do tipo “aquilo que você vê é o que você consegue”; é incapaz de ver além da perspectiva temporal; é incapaz de perceber ou identificar a verdade. E o pior tipo de cegueira é aquela de quem pensa que pode ver.

Porém a alma pode ver. Está consciente no íntimo das realidades mais elevadas da vida; não é enganada pela ilusão do materialismo e do consumismo.

Por outro lado, o corpo pode caminhar, enquanto a alma é imóvel. Este é um dos grandes paradoxos da vida. Como a alma pode ver, é considerada “aleijada” e imóvel. Face à dura verdade não há espaço para erros, portanto não há espaço para decisões. Se não há tomada de decisões, se não há desafio ou conflito, então não há crescimento, nenhum movimento real. A alma, por estar tão intensamente consciente da verdade, e por ser tão perfeita, está “parada” em sua órbita. O crescimento depende do catalisador da falha, da imperfeição.

Somente se você é capaz de cair muito baixo é capaz de subir muito alto.

O corpo, devido à sua cegueira, sabe como caminhar e correr. Nas palavras do Rei Shelomô: “Voltei e vi sob o sol, que a corrida não pertence ao rápido, nem a guerra ao poderoso; nem o sábio tem pão, nem o compreensivo tem riquezas.”

Em sua ignorância, o corpo é susceptível a cair e subir, a lutar e perseverar, a aprender com seus erros e crescer. E ensina à alma os segredos do crescimento. Antes disso, estava no piloto automático, robótico e consistente como os anjos, e portanto estagnado.



De Rabi YY Jacobson.

Extraído de "Israel, Judaísmo, Torah & Tanach", no Facebook.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O Significado da Referência Particular de O INFINITO (O "Nome" de D-us: Hashem)

Título original: "Onde Está D'us Quando Vem O Sofrimento?"



Por Rabino Yosef Y. Jacobson


"“Diga-me francamente, eu lhe peço – responda: imagine que é você mesmo que está construindo o edifício do destino humano com o objetivo de tornar os homens felizes ao final, dar-lhes paz e contentamento por fim, mas para fazer isto é absolutamente necessário, e na verdade inevitável, torturar até a morte uma pequena criatura, a menininha que bate no peito com seu pequeno punho, e construir o edifício por cima das lágrimas dela – você concordaria em ser o arquiteto nessas condições? Responda, e não minta!”

Ivan Karamazov, em Os Irmãos Karamazov, de Fyodor Dostoyevsky

Empatia

Uma nova professora estava tentando usar o que aprendera nos seus cursos de psicologia. Começou a aula dizendo: “Quem achar que é idiota, fique em pé!”
Após alguns segundos, Joãozinho levantou-se. A professora ficou surpresa, mas percebeu que era um momento oportuno para ajudar uma criança.
“Você acha que é idiota, Joãozinho?” perguntou ela.
“Não, senhora,” respondeu ele, “mas fiquei chateado de ver a senhora de pé aí sozinha!”

Moshê pergunta o "Nome" (A Referência ou A Alusão Particular) de D'us

O Significado da Referência Particular de O INFINITO (O "Nome" de D-us: Hashem)
A porção desta semana da Torá relata a trágica história de um povo sofrendo por décadas sob um império cruel e brutal. Os bebês recém-nascidos do sexo masculino são atirados ao Nilo; homens e mulheres judeus são submetidos ao trabalho escravo, espancados e torturados impiedosamente. A vida judaica se tornou sem valor.
“Passou-se um longo tempo, e o rei egípcio morreu,” declara a Bíblia. “O povo judeu gemia por causa de sua subjugação, e eles clamaram.”1 A tradição midráshica explica que esse versículo significa que o líder egípcio foi afligido com lepra, comparável à morte, e seus médicos disseram a ele que a única cura seria matar bebês hebreus – 150 pela manhã e 150 à noite – e banhar-se no sangue deles duas vezes ao dia.2 O sofrimento do povo judeu chegou a um ponto insuportável.
Foi a essa altura que “seu clamor chegou a D'us; D'us ouviu seus gemidos.”3No remoto deserto do Sinai, D'us convence Moshê a deixar sua vida isolada e introvertida como pastor, para entrar na toca do leão e libertar seu povo alquebrado pelo cativeiro.
Num diálogo singularmente forte entre Moshê e o Todo Poderoso, Moshê diz a D'us: “Eu irei ao povo de Israel e direi a eles: “O D'us de vossos pais me enviou a vós.” E ele dirão: “Qual é o nome dele?” – O que devo dizer a eles?”
“Eu Serei Como Eu Serei!” responde D'us a Moshê. “Diga aos filhos de Israel: ‘Eu Serei me enviou a vocês.’”4

D'us no Exílio

Essa parece uma resposta sem sentido. Moshê pergunta a D'us o Seu Nome, e a resposta: “Eu estarei como Eu estarei!” Qual o significado por trás dessas palavras curiosas?
O notável comentarista bíblico Rashi,5 baseado na tradição talmúdica,6completa as palavras faltantes: “Eu estarei [com vocês em seu sofrimento atual, assim] como Eu estarei [com vocês nos futuros exílios e perseguições].”
Mas isso também nos deixa em dúvida. Moshê perguntou a D'us um nome, por um meio de identificação, que ele então pudesse comunicar ao povo judeu. Em resposta, D'us apresenta um verbo em vez de um nome adequado, uma atividade em vez de uma descrição.

Uma Estranha Pergunta

Para avaliar a resposta de D'us, devemos primeiro entender a pergunta de Moshê. Moshê diz a D'us: “Veja, eu irei aos filhos de Israel e direi a eles: “O D'us de vossos pais me enviou a vós”, e eles dirão: “Qual é o nome Dele?” – O que devo dizer a eles?”
Maimônides, em seu Guia Para os Perplexos, propõe uma questão.7 Por que Moshê estava convencido de que o povo judeu desejaria saber o nome do D'us que o enviara na missão para libertá-los da escravidão? Poderia parecer que com Moshê demonstrando conhecimento do nome de D'us, ele de alguma forma autenticaria sua alegação como divino mensageiro para redimir os hebreus do Egito. Mas por quê? Se eles tivessem ouvido o nome de D'us antes da vinda de Moshê, seria fácil presumir que Moshê aprendera o nome da mesma fonte que eles, e não necessariamente de D'us. Se eles jamais tivessem ouvido o nome antes, por que o novo nome que aprenderam com Moshê os convenceria a confiar nele?
Além disso, Moshê inicia a pergunta dizendo: “Veja, eu irei aos filhos de Israel e direi a eles: ‘O D'us de seus pais me enviou a vocês,’ e eles diriam: ‘Qual é o nome Dele?’’’
Moshê então discutiria com eles o D'us de seus pais, um D'us sobre o qual eles aprenderam com os pais. Os seus pais nunca compartilharam com eles o nome desse D'us? Como os pais falaram sobre esse D'us ou rezaram a Ele sem algum tipo de nome ou descrição?

A Questão das Questões

Quando Moshê diz: “Veja, irei aos filhos de Israel e direi a eles: ‘O D'us de seus pais me enviou a vocês,’ e eles dirão: ‘Qual é o nome Dele?’ – O que devo dizer a eles?”, ele não está procurando o crachá de D'us ou Seu título. Moshê está abordando a questão crucial das questões, uma que certamente será proferida pelos hebreus a quem ele está sendo enviado.
“Qual é o Seu nome?” os escravos judeus clamarão a Moshê. Por mais de oito décadas estamos sufocados sob o jugo da cruel tirania. Milhares e milhares de nossas crianças foram dizimadas para que o faraó pudesse se banhar diariamente em sangue judaico; bebês foram roubados do seio de suas mães e atirados no rio; temos sido espancados, humilhados, torturados, mortos. Os egípcios transformaram nossa vida num pesadelo infernal e reduziram nossa dignidade à de sub-humanos. De repente, o grande e poderoso D'us do céu e da terra, que cria e governa o mundo inteiro, decidiu sentir nossa dor?
“Qual é o nome Dele?” os escravos gritarão. Você, Moshê, diz que D'us tem “visto o sofrimento de Seu povo no Egito,”8 e portanto enviou você para nos redimir. Mas onde esteve Ele até agora? Qual é o nome, o caráter, de um D'us que pode sentar nos céus e ficar apático enquanto bebês são tirados dos braços das mães e atirados ao Nilo, e o faraó se banha no sangue de crianças judias? Onde esteve Ele nos 86 anos em que estamos sofrendo sob os chicotes dos feitores, sendo espancados até a morte? É este o D'us que deveríamos abraçar e seguir? É este o D'us em que devemos confiar? É este o D'us ao qual devemos ser gratos? Um D'us que fica indiferente às lágrimas e gemidos da humanidade?

A Resposta

Jamais na história D'us respondeu a essa pergunta, a maior de todas as questões e talvez o argumento mais forte para o ateísmo. O Livro de Job, dedicado à questão de por que os inocentes sofrem, conclui com uma revelação de D'us a Job, dizendo a ele, em essência, que não há maneira pela qual a mente humana possa criar os argumentos lógicos nos quais se encaixe o comportamento de D'us. O finito e o infinito simplesmente não combinam.
D'us também não deu a resposta a Moshê. É por isso que no final da Parashá desta semana,9 Moshê confronta D'us, falando palavras duras: “Meu Senhor! Por que fizeste mal a este povo? Por que me enviaste? Desde que eu fui ao faraó para falar em Teu nome, ele fez o mal para este povo, mas Tu não salvaste Teu povo!”
O que D'us diz a Moshê para comunicar ao povo judeu é: “Eu Serei Como Eu Serei!” Como nos lembramos, os sábios talmúdicos e Rashi explicam que isso significa “Eu estarei com vocês em seu sofrimento atual, assim como estarei com vocês nos futuros exílios e perseguições.” Qual é a mensagem por trás dessas palavras?
Eu sou um mistério, D'us confessa. Eu sou estranho, infinitamente estranho. Meu roteiro da história é incognoscível para a mente e coração humanos. Porém, vocês deveriam saber uma coisa: não sou um D'us afastado, residindo nos céus e governando objetivamente o destino de cada ser humano da maneira que acho apropriada. Estou presente com vocês em sua angústia. Estou no gemido do escravo espancado, no lamento de uma mãe enlutada, no sangue derramado de uma criança assassinada. Você está chorando? Estou chorando com você. Você se sente esmagado? Estou esmagado com você. Não importa o quanto sua escuridão é profunda, estou ainda mais profundo. Não orquestro o sofrimento humano de algum planeta distante, afastado de seu sofrimento existencial. Eu estou ali com você, sofrendo com você, soluçando com você, rezando pela redenção junto com você.10
Talvez o homem jamais compreenda a mente de D'us. Mas que ele não pense, D'us diz a Moshê, que entende o propósito do sofrimento, que dá a Si Mesmo o luxo de não sentir a intensidade da escuridão. Cada lágrima que derramamos se torna Sua lágrima. Talvez ele não as enxugue, mas Ele as torna Suas.11

NOTAS
1.Shemot 2:23
2.Shemot Rabbah 1:24, citado em rashi sobre o versículo acima
3.Shemot 2:23-24
4.Shemot 3:13-14
5.Comentário sobre este versículo
6.Talmud, Berachot 9 b
7.Maimônides, Guia Para os Perplexos 1:63. O próprio Maimônides, e muitos comentaristas bíblicos, oferecem várias respostas a essa questão.
8.Shemot 3:7
9.Ibid. 5:22-23
10.Esta verdade também foi comunicada pela própria localização desta conversa entre D'us e Moshê – em meio a uma moita de espinhos. “D'us revelou-Se a Moshê numa sarça, e não alguma outra árvore, para enfatizar que Ele está junto com Israel em sua aflição” (Rashi, Shemot 3:2). Por que numa sarça? Para nos ensinar que não há local sem a Divina presença (Shemot Rabbah 2:9). Esta ideia também é expressa em isaiah 63:9 e constitui um tema importante do livro dos Salmos.
11.Este ensaio é baseado num discurso do Rebe, Shabat Parashá Shemot 5743 (8 de janeiro de 1983), publicado em Likutei Sichot vol. 26, págs. 10-25. Quando o Rebe fez este discurso, ele chorou amargamente. Foi uma cena inesquecível e comovente. Os presentes sentiram o coração pesado pelas lágrimas incontroláveis do Rebe ao descrever a questão dos judeus e a resposta de D'us."



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Bereshit ou Gênesis Capítulo 6 (Parte 2)

(Para ver a parte 1, acesse:) Bereshit ou Gênesis Capítulo 6
 
 
Texto por Rabino Yosef Bitton
 
 
"O termo Elohim usualmente, embora não exclusivamente, se refere a D-us, o Todo-Poderoso. Embora o nome próprio [entenda-se, alusão particular ou exclusiva] de D-us não seja Elohim, mas sim, o Tetragrama (Iod-He-Vav-He), no relato bíblico da Criação - o primeiro capítulo de Gênesis -, Elohim é o único nome que a Torá usa para D-us. Nesse capítulo, o nome Elohim aparece mais de 30 vezes referindo-se a D-us Todo-Poderoso. Ao longo de todo o Tanach, o segundo nome mais usado para D-us é Elohim.
 Entretanto o sentido habitual da palavra elohim não é "D-us", mas sim, "poderoso". Isto é verdadeiro mesmo quando o termo Elohim se refere a D-us. Elohim deve ser compreendido como um adjetivo, e não como um substantivo. Não é o nome próprio de D-us, mas Seu atributo. A Torá chama D-us de Elohim da mesma forma que, em português, nos referimos a Ele como "Todo-Poderoso".
 Nas Escrituras, Elohim é muitas vezes usado em referência a alguém ou algo poderoso, magnífico ou com extraordinária autoridade. Os homens investidos de poderes judiciais são chamados elohim (Êxodo 22:8). Mesmo "deuses" ou ídolos a quem são atribuídos poderes imaginários também são assim chamados pela Torá, como no segundo dos Dez Mandamentos. [Nota:] 'Ver também o relato da serpente que seduz Eva para que ela coma um fruto da árvore proibida, assegurando que isto os tornaria (ela e Adão) elohim (Gênesis 3:5). Ou quando D-us Todo-Poderoso diz a Moisés (Êxodo 1:16) que seu irmão Aarão será sua boca para falar ao Faraó, e Moisés seria seu elohim.' Uma cidade importante, Nínive, é chamada de ir guedola helohim (Jonas 3:3), no sentido de uma metrópole "grandiosa" devido à sua grande população. Muitas vezes a Torá usa a palavra elohim como um simples adjetivo que torna um substantivo superlativo.
 Em Gênesis 6:2, a Torá  se refere a certas pessoas como benê haelohim (filhos de elohim), pessoas poderosas, abusivas e violentas - a tal ponto que suas ações corruptas fazem D-us decidir provocar o Dilúvio. A palavra elohim, nesse caso, define um poder de conotação negativa. O Targum in situ traduz o atributo elohim como "poderoso" (ravrevaia), e os Sábios do Midrash interpretam benê haelohim como "filhos dos poderosos" sem qualquer ambiguidade. [Nota:] 'Compare com os eventos envolvendo os filhos do sacerdote Eli em 1 Samuel 2:17, entre outros casos de corrupção realizados por filhos de poderosos.' Em qualquer dos casos, a Torá afirma que esses homens abusaram de seu poder ou de sua influência, num mundo sem lei e sem ordem, "para tomar (tantas) mulheres quantas queriam", (Gênesis 6:2) Para evitar uma interpretação errada de benê haelohim como "filhos de D-us", uma ideia totalmente pagã associada a idolatria e antropomorfismo, o Rabi Shimon bar Iochai (século 1-2 era comum) "amaldiçoou" aqueles que se atrevessem a interpretar nesse trecho a palavra elohim como referência a Elohim (D-us)." (O grifo é nosso.)

Extraído do livro "Decifrando a criação, um estudo sobre os três primeiros versículos da bíblia", Editora e Livraria Sêfer, 2013, páginas 153-155.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Shoah, FATO (1)

Contra aqueles que querem negar que o Shoah foi um acontecimento histórico.

23/10/2013 - 08h51

Empresa alemã Dr. Oetker revela sua relação com o regime de Hitler

DA DEUTSCHE WELLE


O nome nas embalagens de pizza congelada, fermento em pó e outros produtos alimentícios é bastante conhecido. Presente também no Brasil, a Dr. Oetker é uma das marcas alemãs mais famosas no mundo. Agora, quase 70 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, a empresa publicou um estudo sobre seu passado, mais especificamente durante o regime nazista.
Muitas outras empresas alemãs nos últimos anos já realizaram iniciativas semelhantes. O historiador Jürgen Finger participou do estudo da Oetker e sabe por que trabalhos como esse levam tanto tempo para serem divulgados.
"O patriarca da empresa, Rudolf-August Oetker, jamais falou sobre a época do nazismo com seus oito filhos e foi contra qualquer pesquisa sobre o passado de sua empresa", explica.
No entanto, um de seus filhos e sucessor, August Oetker, achou necessário permitir tal trabalho sobre a história da empresa. O estudo do historiador Andreas Wirsching, da Universidade Ludwig Maximillian, de Munique, trouxe luz ao passado obscuro.
NOVAS GERAÇÕES À FRENTE
De fato, a obscuridade é profunda. Assim como muitos empresários, o diretor executivo da empresa na época, Richard Kaselowsky, buscou aproximação com o nacional-socialismo, chegando a se filiar ao partido nazista pouco após a ascensão de Adolf Hitler ao poder. Por diversas vezes, doou enormes quantias de dinheiro ao líder da SS, Heinrich Himmler.
Nem seu enteado e sucessor na direção da empresa, Rudolf-August Oetker, teve receio de apoiar os nazistas. Em 1941, ele se recrutou como voluntário da Waffen-SS, que entre outras atribuições era responsável pelos vigias dos campos de concentração.
A Oetker utilizou como mão de obra as vítimas do regime condenadas a trabalhos forçados, ainda que não em suas instalações principais. No entanto, nenhuma empresa na época abriu mão desse recurso. "Nem mesmo os maiores oponentes ao regime, como o industrial Robert Bosch", afirma o historiador Joachim Scholtysek. Isso se deve ao fato de que os funcionários eram recrutados para lutar nas frentes de batalha.
A Dr. Oetker não foi a única empresa a ter a sua ligação com os nazistas revelada nos últimos anos. Scholtysek conta que, além da família Quandt, proprietária de grande parte da fábrica de automóveis BMW, diversas empresas alemãs recentemente publicaram pesquisas sobre seu envolvimento com o regime de Hitler.
Essa onda de revelações, segundo Scholtysek, "teve início por volta da virada do milênio, quando o Deutsche Bank encomendou um amplo estudo a esse respeito". Pouco depois, outras empresas, como a Daimler e a Volkswagen, seguiram esse passo.
TEMPO COMO FACILITADOR
"Isso se deve em parte ao fato de outra geração assumir o comando das empresas", explica Scholtysek. Quem dirigiu as companhias no tempo da Segunda Guerra já morreu, o que remove qualquer obstáculo ao esclarecimento dos fatos.
Quanto mais longe da época do Terceiro Reich, mais fácil fica lidar com o passado, afirma o historiador. As empresas familiares já não precisam temer represálias. Não há risco de perseguições pessoais aos que hoje ocupam a posição dos pais à frente das empresas.
Por essa razão, apenas recentemente as empresas familiares investiram no esclarecimento de seu passado, já que os envolvidos estão mortos e não podem ser alvo de investigações. Segundo o historiador, já nos anos 1960 algumas empresas manifestaram interesse pelo seu passado, mas as chamadas "crônicas" feitas na época por ocasião de jubileus eram "enfeitadas".
Os historiadores acreditam que o interesse dos últimos anos para esclarecer o passado das empresas também possa ter outra razão. "Por um lado, existem cada vez menos pessoas que vivenciaram o nazismo", conta Jürgen Finger. Por isso, as empresas teriam a intenção de mostrar aos jovens o que aconteceu naquela época. Outro motivo seria a pressão da opinião pública para que os fatos sejam esclarecidos.
"Mesmo os órgãos públicos adotam hoje em dia a transparência, e as empresas não querem ficar para trás", justifica Scholtysek. E, por fim, há o receio de muitas delas de que fontes independentes venham a revelar passagens obscuras de seu passado, como ocorreu com a família Quandt.
Apenas após ter suas ligações com os nazistas reveladas em um filme na televisão, os Quandt tomaram a iniciativa de encomendar à Universidade de Bonn um estudo sobre o passado. Hoje, analisa Scholtysek, as empresas decidem que é melhor elas mesmas tomarem a iniciativa.
Já está em andamento outro estudo de grande porte, sobre a varejista Tengelman - proprietária de redes de lojas e supermercados. Depois dela, acreditam os historiadores, a maioria das grandes empresas alemães terá tido seu passado esclarecido.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Criminosos ou não, eles têm o mesmo objetivo: querem a maometização do mundo

"A estória real e verdadeira é que estes homens saíram para matar o maior número possível de não-[maometistas]. A mídia procura esconder este lado para promover a narrativa de “unidade”, e apresentar [maometistas] também como vítimas e isso esconde a natureza genocida do crime.
"E o pior é que os [maometistas] não-jihadistas se calam. Alguém ouviu alguma condenação vinda de algum país maometista ao ataque no Kenia? Ouvimos da comunidade européia, de Ban Ki Moon, de Obama. E os [maometistas] que se dizem não-jihadistas?? Aonde está sua voz que não ouvimos?
"Existe hoje uma campanha mundial de limpeza étnica e assassinato contra não-[maometistas] e chegou a hora de definirmos isso como um crime contra a humanidade."
 
 
Por Deborah Srour.

 
"O Jihad Islâmico como crime contra a humanidade"

"O ataque a civis por [maometistas] ocorrido no Shopping Center em Nairobi na semana passada que deixou pelo menos 74 mortos não foi uma coisa extraordinária. Ele seguiu um roteiro similar a outros ataques que ocorreram nos últimos dias. No Paquistão, no domingo passado, 84 cristãos foram mortos no bombardeamento de uma igreja e na Nigéria, 159 pessoas foram chacinadas por [maometistas] perto de Maiduguri. Tudo no mesmo final de semana.
Infelizmente, a reação da mídia e dos políticos também seguiram um roteiro cuidadosamente trabalhado a que nos acostumamos há tempos: primeiro, terroristas [maometistas] atacam civis tentando separar os [maometistas] dos não-[maometistas] para matar somente o último grupo. Há “condenações” pelos “atos de violência sem sentido” e apelos para mantermos a “calma e unidade”. E logo tudo é esquecido. Os terroristas presos são julgados por cortes civis e dependendo do lugar, talvez pegarão a pena de morte a ser executada daqui há uma década. E voltamos aos nossos refrões diários, que os “terroristas não prevalecerão”.
O problema é que este roteiro não leva em conta um fator central do terrorismo [maometano]: que é preciso parar de tratar estes ataques como crimes isolados. Chegou a hora de defini-los como crimes contra a humanidade.
Testemunhas do ataque no Kenia contaram para a BBC que quando o grupo terrorista Al-Shabaab entrou no Shopping Center, eles reuniram os civis e pediram aos [maometistas] ficarem de pé e sairem”. “Um homem com um nome [jesusista] mas um sobrenome que parecia árabe, conseguiu escapar cobrindo seu primeiro nome com o dedo em sua carteira de identidade. Mas um indiano que estava do seu lado e não conseguiu responder o nome da mãe de Maomé foi sumariamente abatido na frente de todos”.
Do mesmo modo em 2004, quando 17 terroristas entraram no complexo residencial de Khobar, na Arábia Saudita, eles pararam o primeiro transeunte e perguntaram se ele era [jesusista] ou [maometista]. Porque não queriam matar [maometistas]. Pediram à ele mostrar aonde estavam os americanos. Ao final, os terroristas caçaram e mataram 22 residentes, trabalhadores dos Estados Unidos, Africa do Sul, Sri lanka, India, Suécia, Filipinas e Egito.
O mesmo ocorreu nos ataques em Mumbai na India em 2008. Numa conversa telefonica entre os terroristas gravada pelas autoridades, um grupo pediu ao outro para se assegurar que entre os reféns não houvessem [maometistas]. Quando recebeu confirmação, o primeiro grupo deu a ordem para matar todos os reféns deixando o telefone ligado para que ouvissem os tiros. Quando isso ocorreu pode-se ouvir as comemorações do outro lado da linha.
É interessante como reportagens destes ataques tentam logo minimizar a culpa dos terroristas e filtram as referências e o foco nos não-[maometistas]. Em novembro de 2009, Fareed Zakaria da CNN fez um programa especial sobre os ataques em Mumbai. Ele simplesmente disse que os terroristas foram instruidos para matarem o máximo de civis. De fato eles foram instruidos a matarem o máximo possível de infiéis não-[maometistas]. Aí Zakaria descreveu os terroristas como meninos pobres do campo. Ao falar do ataque à sede do Beit Chabad ele falou do “ânimo contra os judeus”. Só que até os anos 80, a maioria dos [maometistas] indianos não sabiam nem aonde estava a Palestina.
Zakaria comparou as ações dos terroristas à “lavagem cerebral” tentando enfatizar a juventude dos terroristas, “estes meninos do campo”… “estas crianças que parecem adolescentes”. A frequência com que Zakaria os chama de “meninos” é incrível. O único terrorista capturado vivo tinha 21 anos na época. O mais velho deles tinha 28 anos. O mais novo tinha 20.
Mas isso não foi só em Mumbai. Nos ataques à Maratona de Boston no ano passado, a mídia em massa definiu os dois irmãos como “jovens” que não conseguiram se integrar nos Estados Unidos como se a culpa fosse nossa e não deles.
Aí eu pergunto: porque o esforço consciente para redefinir estes terroristas como crianças? Porque a decisão consciente de excluir diálogos com instruções de matar somente não-[maometistas] e pintar o ataque como “indiscriminado”?
A estória real e verdadeira é que estes homens saíram para matar o maior número possível de não-[maometistas]. A mídia procura esconder este lado para promover a narrativa de “unidade”, e apresentar [maometistas] também como vítimas e isso esconde a natureza genocida do crime.
Estes três exemplos, Mumbai, Khobar e Nairobi, são apenas a ponta do iceberg. Os rebeldes na Síria entraram na cidade cristã de Maaloula há algumas semanas e forçaram os residentes a se converterem ao Maometismo; [jesusistas] coptas no Egito tiveram suas igrejas queimadas e muitos de seus membros mortos por membros da Irmandade Muçulmana. No começo deste mês 200 [jesusistas] foram sequestrados pelo Fronte Nacional de Libertação Moro nas Filipinas, que quer instaurar um governo [maometista] no sul do país. O grupo é reconhecido como membro observador da Organização da Conferência Islâmica. Quando as Filipinas pediram para se juntar à organização, foi rejeitada.
Do sul da Tailandia, às Filipinas, passando pela Síria e além, a mentalidade jihadista leva a massacres em massa.
É verdade que em muitos casos não só não-[maometistas] são alvejados mas membros de outras seitas [maometistas]. No Paquistão shiitas são mortos todos os dias. Em agosto do ano passado um grupo vestido com uniformes do governo, entraram num ônibus e pediram para ver as carteiras de identidade dos passageiros. Os que tinham nomes shiitas foram alinhados fora do ônibus com as mãos amarradas e executados sumariamente. Já ouviram isso antes?
Através dos anos, muitos acadêmicos têm identificado o jihadismo com “islamo-fascismo” porque o jihad prega o genocidio de não-[maometistas] como um dos pilares da religião. Mas o ocidente se recusa a aceitar esta premissa. O mundo não julga os terroristas como criminosos de guerra cometendo crimes contra a humanidade. Em vez disso, estamos todos ocupados em ofuscar a natureza destes ataques, fingindo que os terroristas são jovens mal-guiados enviados para matar qualquer um minimizando o caráter genocida destas missões.
Pudemos ver isso claramente na descrição dada pelo New York Times ao evento no Kenia esta semana. O jornal descreveu os perpetradores como “militantes do Al-Shabab”. Quando eles mataram o poeta de Gana de 78 anos, Kofi Awooner e a radialista queniana de 31 anos Ruhila Adatia-Sood, isto era parte de uma operação militar?? Dezenas de mulheres mortas nos andares do Shopping, isso é ser “militante”??
Neste último 15 de setembro, quando marcamos os 50 anos do ataque da Ku Klux Klan à igreja batista de Birmingham, que tirou a vida de quatro meninas negras, o jornal não chamou os perpetradores de “militantes”. Mas os objetivos e métodos do Klan não eram diversos do Shabaab ou dos Talibans de hoje: uns como os outros querem matar um grupo específico. Ninguém falou que a Ku Klux Klan saiu naquele dia para matar indiscriminadamente. Se estima que o KKK matou 4.743 pessoas entre 1882 e 1968.
Só no Iraque no ano passado, massacres entre as diversas seitas custou a vida de 4.574 pessoas. E isso é só no Iraque num só ano. Se somarmos todos os ataques por [maometistas] contra não-[maometistas], ou a limpeza étnica de não-[maometistas] em países como o Egito, Iraque e norte da Nigéria, teremos dezenas de milhares somente na última década. São milhões no último século.
E o pior é que os [maometistas] não-jihadistas se calam. Alguém ouviu alguma condenação vinda de algum país [maometista] ao ataque no Kenia? Ouvimos da comunidade européia, de Ban Ki Moon, de Obama. E os [maometistas] que se dizem não-jihadistas?? Aonde está sua voz que não ouvimos?
Precisamos parar de esconder o denominador comum entre Mumbai e Nairobi, entre Khobar, a Nigéria, as Filipinas, a Síria e o Egito. Existe hoje uma campanha mundial de limpeza étnica e assassinato contra não-[maometistas] e chegou a hora de definirmos isso como um crime contra a humanidade e não como “militantismo” ou “terrorismo”. Pode não ser politicamente correto mas certamente é o moralmente correto."

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Entendendo o livre arbítrio e o mal

Por Yanki Tauber

“Vejam, coloquei diante de vocês bênção e maldição.”
Assim se inicia a leitura dessa semana da Torá, Reê (Livro judaico Devarim [Deuteronômio] 11:26-16:17), quando Moshê reitera, uma vez mais a doutrina do Livre Arbítrio. Liberdade de escolha. Sem isso, Maimônides nos lembra, a devoção é sem sentido, a moralidade um não-conceito, a Torá supérflua.
De fato, não somente nos foi concedido um livre arbítrio entre o bem e o mal, mas também a opção de em qual nível fazer esta escolha. Uma escolha de escolhas, se me permite.
a – Há o bem e há o mal. Bênção e maldição, luz e trevas. D'us criou ambos (veja no livro judaico Ieshaiáhu [Isaías] 45:7). Escolhemos qual dos dois, ou qual combinação a partir deles, irá definir a nossa existência.
b – Na verdade, há apenas o bem. D'us é a fonte de toda realidade; e como D'us é a essência do bem, somente o bem é real. Assim como não há uma coisa como a escuridão – somente luz ou sua ausência (que chamamos “escuridão”) – assim também, há somente bem ou sua ausência. Ou em vez disso – como nenhum local é vazio de Sua presença – bem ou sua ocultação. Portanto, a opção entre bem e mal não é uma escolha entre duas realidades, mas uma escolha entre ser e não-ser, entre realidade e ilusão.
c – Como “escolha”, por definição, é a afirmação livre e desimpedida da vontade; e como a vontade intrínseca da alma humana é pela vida e bem-estar; a única escolha verdadeira que pode haver é a escolha do bem. Porém, nos foi concedida a liberdade de escolha, o que significa que podemos escolher não escolher; aquilo que chamamos “liberdade de escolha” é na verdade a escolha de exercer a opção ou de renunciar à escolha. Quando afirmamos nossa verdadeira vontade – quando escolhemos – invariavelmente optamos pelo bem.
Qual é então – a, b ou c? Isso é com você. Este é o verdadeiro significado de “livre arbítrio”: não que você possa meramente escolher entre duas ou mais opções apresentadas a você por uma autoridade superior, mas que é você que determina o nível de realidade na qual sua vida consciente se desdobra. É você que determina a distância entre sua vida e sua Fonte, e assim a forma pela qual o “Livre Arbítrio” entra em sua experiência.
Faça sua escolha.

POR YANKI TAUBER
Yanki Tauber é editor de conteúdo de Chabad.org.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A Verdade Bíblica

Leia as seguintes matérias:




https://sitebneinoachprojetonoaismo.info/2015/09/18/seis-textos-especialmente-selecionados-para-as-questoes/

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Bnei Noach (Filhos de Noé)

https://sitebneinoachprojetonoaismo.info/o-que-e-bnei-noach/

A questão do sofrimento. Por Rabino Yitzchak Ginsburgh (Instituto Gal Einai) e por Instituto Gal Einai Brasil

Não podemos entender como D'us controla o mundo. Rabi Yanai diz na Ética dos Pais (4:15) que não compreendemos por que pessoas perversas vivem em paz, enquanto os justos sofrem. Este assunto também é mencionado na Cabalá.

Adam (Adão) e Eva receberam ordens de não comer da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Na Cabalá é explicado que se eles tivessem esperado por apenas três horas até o Shabat, a fruta teria se tornado permissível. Uma das interpretações na Cabalá sobre a proibição de comer da Árvore do Conhecimento é que ninguém deveria tentar entender por que há o bem e o mal no mundo. No Shabat, com a vinda de Mashiach, é possível saber e entender retroativamente por que a Divina Providência trouxe o bem e o mal a este mundo. O Rebe escreve, referindo-se à sua própria visão pessoal do futuro, que então exclamaremos: "Eu Te agradeço, ó D'us, por todo o mal que me fizeste!"

No mesmo estilo, a Chassidut interpreta que o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal representa a tentativa de reconciliar Da'at Elyon, (a consciência mais elevada e a perspectiva sobre a realidade), a perspectiva de D'us sobre a realidade, que percebe todos os eventos que acontecem neste mundo como verdadeiramente bons, e Da'at Tachton (a consciência inferior e a perspectiva sobre a realidade), a perspectiva do homem sobre a realidade que vivencia o mal, a dor e o sofrimento neste mundo. Antes da consciência do Shabat, esta reconciliação dentro da consciência do homem não pode ser realizada.

Devemos acreditar que tudo aquilo que D'us faz é para o bem do indivíduo e para o bem geral. Do Livro do Tanya, capítulo 26, aprendemos que o bem procede do Olam D'itgalia, o Mundo Revelado, ao passo que o mal vem do Olam D'itcassia, o Mundo Oculto. O Mundo Oculto, representado pelas primeiras duas letras do Nome Essencial [na verdade, A REFERÊNCIA PARTICULAR] de D'us, Havaya (Tetragrama), yud - hei, vem de uma origem mais elevada que o Mundo Revelado, representado pelas segundas duas letras, vav - hei.

O sofrimento é um teste. Em Igeret Hakodesh (Cap. 11), aprendemos que todos os grandes homens passaram por testes. Quando alguém com sucesso negocia um teste, merece uma luz mais elevada do Mundo Oculto, que é muito mais do que teria merecido do Mundo Revelado. Aquele que negocia um teste com sucesso pode até mesmo receber o mérito de transformar o mal em bem.

O mundo está repleto de sofrimento. O [livro] O Cuzarí [do Rabino Iehuda Halevi] devota todo um capítulo à questão de por que os animais sofrem, e por que encontramos o sofrimento em todos os níveis da vida na terra. Segundo a Cabalá, o sofrimento é parte da retificação do mundo. Quando o mundo for retificado, não haverá sofrimento em nenhum nível. Ao nos aproximarmos da revelação de Mashiach, o sofrimento aumenta, pois todas as centelhas caídas devem ser redimidas. Estas são retificações de última hora, similares às preparações de última hora que nos pressionam imediatamente antes do acendimento das velas de Shabat. Quando as pessoas passam por situações difíceis, as retificações acontecem.

O Alter Rebe, Rabi Shneur Zalman de Liadi, explica que para redimir as centelhas caídas, é melhor que a pessoa sofra, mesmo se for incapaz de servir a D'us adequadamente devido ao sofrimento, pois não tem paz de espírito. É até mesmo preferível para sua alma, do que se fosse uma pessoa completamente justa, mas sem sofrimento.

Que mereçamos logo a verdadeira redenção e o fim de todo sofrimento.

-- Rabino Yitzchak Ginsburgh (Instituto Gal Einai)


O Instituto Gal Einai Brasil publicou a seguinte mensagem:

"Esta foi uma experiência emocional. O Rebe [Menachem Mendel Schneerson] falava sobre o sofrimento do mundo e, quando chegou às seguintes palavras, começou a engasgar e soluçar:

Se Ele é realmente capaz de qualquer coisa, então por que não pode dar o bem sem o mal? E se Sua Torá contém as respostas para todas as perguntas, por que ela não responde a esta?


Só pode haver uma resposta: Ele não deseja que saibamos, porque, se soubéssemos, nós ficaríamos acomodados."

terça-feira, 2 de julho de 2013

Muitos leem e não enxergam o que eles mesmo estão lendo (1)

Quem é o Povo de D-us? Qual é a Fé Original?

Jesusistas e maometistas querem ser a Revelação de D-us mas se revoltam pelo simples fato de que é IRREFUTÁVEL e INCONTESTÁVEL que suas religiões são posteriores à Fé Judaica e que não foram eles que ensinaram ao mundo a crença em D-us (UM D-us, O CRIADOR: HASHEM).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Aprendendo do Judaísmo: 6


'Um dos fundamentos [da Fé Judaica] é a crença de que D-us não possui nenhuma espécie de corpo, forma ou figura [imagem, aparência].
 O fato de D-us não ter corpo ou forma deveria ser mais do que óbvio.' 'D-us é absolutamente infinito.' 'D-us não pode ter um corpo, porque tudo o que possui um corpo tem de ser limitado e finito. Ao dizermos que D-us não possui corpo ou forma, também estamos dizendo que é totalmente impossível imaginá-LO. Não temos absolutamente nenhuma maneira de conceber algo sem forma e, portanto, não temos nenhuma maneira de imaginar D-us. D-us se encontra totalmente além da nossa imaginação.'


- Rabino Aryeh Kaplan, em "A Luz Infinita: Um livro sobre Deus", Editora Colel Torá Temimá do Brasil, 1993, páginas 49, 68, 69, 73.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Aprendendo do Judaísmo: 5


O que significa que 'D-us é UM SÓ'? Existe intermediário divino entre D-us e a humanidade? D-us tem inimigo(s)? Quem é idólatra?

 ' "Escuta, Israel! Hashem é nosso D-us, Hashem é UM SÓ!" (Devarim [Deuteronômio] 6:4) Quando dissemos que D-us é Único, não basta entender que a Sua existência é única e que nada há que se Lhe possa assemelhar; precisamos entender mais, que não há outra força nem outro poder, pois somente "ELE" detém e é a origem de toda força e de todo o poder que existe no mundo. A não ser "ELE", não há outro condutor para este mundo. Também não há para "ELE" nenhum impedimento ou proibição, pois Seu controle é supremo e único[:] "Vede agora que (...) Eu faço morrer e faço viver; Eu firo e Eu saro, e não há quem possa livrar de Minha mão os que pecam contra Mim." (Devarim [Deuteronômio] 32:39)
 Existem vários tipos de idólatras. O primeiro deles acha que os astros e as estrelas supervisionam os assuntos mundanos.
 O segundo tipo afirma (D-us nos livre!) que há dois poderes, um bom e um mau, e que, se D-us é a fonte do bem, há outra entidade que é a fonte do mal.
 Um terceiro grupo pensa que tudo depende da sorte e do acaso, e que é a natureza que governa tanto para o bem quanto para o mal.
 Um quarto grupo é composto por não-judeus que afirmam que o povo de Israel pecou e, em consequencia disso, o Criador se viu obrigado a abandonar este povo [o povo de Israel] e trocá-lo por outro [os jesusistas e yeshuanistas, ou os maometistas, ou os kardecistas.]
 Um quinto grupo é constituído pelos ímpios do povo de Israel - aqueles que reconhecem Hashem, mas se revoltaram contra "ELE", pois eles pensam que podem agir contra o Criador - D-us nos livre!
 Aquele que acredita e compreende o conceito da unicidade Divina deve crer, com toda a força de seu coração e de sua mente, que o Criador é Único e Exclusivo, não havendo quem O impeça de fazer algo ou O restrinja sob qualquer aspecto. Este sabe que somente "ELE" governa toda a Criação e nem lhe ocorre pensar que possa existir alguma entidade que seja Seu inimigo ou aja em oposição às Suas determinações - D-us nos livre! Somente "ELE" cria o bem e o mal, conforme está escrito no profeta Ieshaiáhu (Isaías) 45:7: "Eu formo a luz e crio a escuridão; faço a paz e sou Eu quem cria o mal; Eu sou Hashem que tudo faz."
 Não há outro como Seu auxiliar. Tampouco existe uma segunda força, conforme pensam os idólatras. Não só "ELE", Sozinho, supervisiona todas as criaturas, como realiza essa supervisão de forma contínua e especial, não havendo nada no mundo que nasça ou exista sem ser por Sua vontade. A Criação não depende do acaso, da natureza nem da sorte. Somente "ELE" é o Juiz de toda a terra e de tudo que nela há; é "ELE" quem determina o que vai acontecer com todas as criaturas, das mais elevadas até as mais elementares.
 Devemos compreender e acreditar firmemente que, não dependendo o Criador dos atos de quem quer que seja, nenhuma criatura poderá efetivamente se revoltar contra "ELE". Quando dizemos que D-us é Único, queremos dizer que "ELE" governa sobre tudo e sobre todos. Descobrimos que Sua perfeição não é passível de limites, o que nos faz entender que não há outro como "ELE" e nem contra "ELE". '
- Rabino Moshe Chaim Luzzatto, em "A Sabedoria da Alma", Editora e Livraria Sêfer, 2008, páginas 27 a 31, 34.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Aprendendo do Judaísmo: 4


"O Salmista disse: "O tolo diz no seu coração: não há D-us" (Salmos 14:1; 53:2). O que a Bíblia Judaica quer dizer é que aquele que não acredita em D-us é estúpido e cego. Diz que não há D-us porque é um tolo. Ele é cego demais para ver D-us em toda parte ao seu redor; ou então é egoísta demais para compartilhar seu próprio mundo com Seu Criador.
A Bíblia Judaica não perde tempo tentando convencer o ateu de que ele está errado. Ele é considerado um tolo, estúpido demais para entender, ou perverso demais para querer entender."


- Rabino Aryeh Kaplan, em "A Luz Infinita: Um livro sobre Deus", Editora Colel Torá Temimá do Brasil, 1993, páginas 19 e 20.

Aprendendo do Judaísmo: 3

" A revelação do Monte Sinai - a única revelação Divina testemunhada pela humanidade." - Rabino Raphael Shammah

Aprendendo do Judaísmo: 2


"Se uma pessoa acredita em D-us, que necessidade tem ela de [acreditar em algum intermediário]? A resposta que alguns não-judeus dão é que, por ser tão elevado, D-us é inacessível sem um intermediário. [Porém,] o segundo Mandamento [("Não terás outros deuses diante de Mim" (Êxodo 20:3)] nos ensina que também isto constitui idolatria. (O grifo em negrito é nosso.)
D-us é infinito. Dizer que Ele precisa de um mediador para ouvir nossas preces é negar Sua infinita sabedoria.
Portanto, um dos fundamentos de nossa fé é acreditar que toda oração deve ser dirigida diretamente a D-us."


- Rabino Aryeh Kaplan, em "A Luz Infinita: Um livro sobre Deus", Editora Colel Torá Temimá do Brasil, 1993, página 33.

Aprendendo do Judaísmo: 1

"É possível um homem estar cheio e repleto da sabedoria da Torá - e não conhecer a D-us! Se é assim, é uma incumbência de cada um parar, avaliar a si mesmo e certificar-se de que a Torá que ele estuda é de fato Torá com coração (...), um coração que queira verdadeiramente se preencher com Torá e cumpri-la (...,) um coração que almeje fazer as vontades do meu Pai Celestial." -- Rabino Avigdor Halevy Neventsal