É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.

É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.
OS JUDEUS SÃO OS QUE SABEM QUEM É JUDEU E QUEM NÃO O É.
É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.

http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216626/jewish/Quem-Judeu.htm


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[Blog (todo) revisado em 17/10/13.]

"[Em breve,] toda a Terra estará repleta do conhecimento de HASHEM, assim como as águas cobrem o mar."
- Ieshaiáhu (Livro Judaico do Profeta Judeu Isaías) 11:9

A vida é um aprendizado para todos, sem exceção, sempre, e para sempre. E se aprende ou pelo amor ou pela dor.
- O Blog

"O judaísmo identifica-se como um ato de D-us na história da humanidade."
- Herman Wouk

"Os 10 Mandamentos foram uma revelação única na história da humanidade. [Ela foi] ouvida por todo o povo judeu (aproximadamente 3 milhões de pessoas) aos pés do Monte Sinai ... . Israel é o povo que revela a vontade de D-us. Tem por tarefa e objetivo ser o coração da humanidade, uma fonte de vida espiritual para os outros povos."
- Raphael Shammaho

"Feliz é a nação cujo D-us é HASHEM (a nação israelita), o povo que ELE escolheu para Sua propriedade. Pois D-us escolheu (os Filhos de) Yaacov para SI, (o povo de) Israel como Seu tesouro. Feliz é o povo cujo D-us é HASHEM."
- Tehilim (Livro Judaico dos Salmos) 33:12; 135:4; 144:15

"Envia Tua luz e Tua verdade, que elas me conduzam; elas me trarão ao Teu santo monte [o Judaísmo] e ao Teu tabernáculo [a Torá]. Então ... eu Te louvarei ..., ó D-us, meu D-us!"
- Tehilim (Livro Judaico dos Salmos) 43:3, 4

segunda-feira, 11 de julho de 2011

As principais crenças judaicas, por Nuno Guerreiro Josué

Segundo o jornalista Nuno Guerreiro Josué, as principais crenças judaicas são:

"Deus: Deus é o Criador. Eterno, onisciente, onipotente, infinito e incorpóreo. Deus não tem gênero no sentido humano do termo, o pronome masculino é-Lhe atribuído apenas por convenção. Deus é único. Deus é um e não composto por diferentes personalidades.

Instrução: O Criador concedeu ao Homem instruções de comportamento destinadas a promover a vida e a evolução espiritual. As instruções são baseadas em constantes universais criadas por Deus, e como tal imutáveis [em outras palavras, para os judeus não existe "novo testamento" e nem alcorão]. As instruções encontram-se contidas na Bíblia Hebraica (Tanakh, conhecida entre os jesusistas como “Antigo Testamento”).

Futuro: Seguindo as instruções, o Homem, ao longo dos séculos, produzirá mudanças positivas no Mundo, restaurando a sua essência primordial. Esta mudança (restauração) é um esforço coletivo dos povos ao longo de muitas gerações.

Julgamento: Cada pessoa é julgada com base apenas nos seus atos, independentemente de outros fatores, tais como crença, etnia ou orientação sexual. Os atos de outras pessoas – quer sejam familiares, antepassados ou homens santos – são irrelevantes. O Homem possui total e inquestionável livre arbítrio bem como controle sobre todas as suas ações.

Expiação: A correção dos erros individuais cotidianos é feita através da oração (meditação), observância anual do Dia do Perdão (Yom Kippur); e arrependimento, corrigindo os erros sempre que possível, resolvendo não os repetir e cumprindo as Instruções – incluindo a ajuda aos mais necessitados, tida como a maior de todas elas.

Recompensa: Deus não promete recompensas individuais (ver Futuro), mas sim coletivas.

O Bem e o Mal: Deus é o Criador de todas as coisas. O judaísmo não tem o conceito de Diabo. Enquanto em hebraico existe a palavra satan, e ela de fato é mencionada várias vezes na Bíblia Hebraica, o seu significado é completamente diferente do atribuído pelos jesusistas – em hebraico satan quer dizer oponente, referido por regra no contexto da luta interior individual entre dois opostos. O “Mal” é produto exclusivo das ações, individuais e coletivas, do Homem, assumindo-se como o resultado de um processo cósmico de “causa e efeito” equiparável às teorias da física newtoniana.

Depois da Morte: No judaísmo não existem os conceitos de Céu, Inferno ou Salvação. [É interessante observar que os 13 Princípios da Fé Judaica cita somente a Ressurreição dos (de todos os) mortos, ou seja, que Deus trará os mortos de volta à vida]. As preocupações devem ser centradas unicamente nesta vida. Uma vez que o objetivo da evolução espiritual individual só pode ser alcançado com a imersão na sociedade e a interação com o semelhante, também não existe no judaísmo o conceito de isolamento monástico. Na prática, o objetivo é viver a vida da melhor e mais justa forma possível.

Messias: A palavra hebraica mashiach (משיח - messias) não tem a mesma conotação que lhe é atribuída pelo jesusismo. No judaismo não existem homens-deus, semideuses ou filhos literais de Deus. Uma pessoa não pode tomar ou absolver os pecados de outra (ver Julgamento). [É um dos Princípios da Fé Judaica a crença na vinda do mashiach, rei judeu que reunirá todo o povo judeu na Terra de Israel.] Um dos sinais contidos na Bíblia Hebraica [da] chegada da era messiânica é a paz universal.

Povo Eleito: A Bíblia Hebraica (Antigo Testamento) refere-se poucas vezes aos judeus como “o povo eleito”, mas a expressão tem sido distorcida ao ponto de se fazer crer que os judeus se julgam intrinsecamente superiores aos não-judeus. Esta leitura é completamente falsa. Os judeus são “escolhidos” apenas enquanto portadores da Mensagem (Instrução), e seus guardiões através dos séculos. Não existe qualquer sentimento de superioridade ou inferioridade implicita (ver também Julgamento).

Sacrifício e Expiação: O sacrifício não é necessário para a expiação. O propósito do sacrifício é expressar o sentimento de afinidade pessoal para com o Criador. Na ausência do sacrifício, o mesmo sentimento pode ser expresso através da oração (meditação) e correção dos erros cometidos.

Dez Mandamentos: Os conhecidos “Dez Mandamentos” são apenas uma parte da Instrução, ainda que importante. A palavra hebraica usada significa literalmente “declaração” (“dez declarações”). No judaísmo, em vez de apenas dez, existem 613 mandamentos (mitzvot)."

(Entre colchetes são acréscimos nossos.)

domingo, 10 de julho de 2011

"Nova Aliança", com quem?

O texto de Irmiáhu (Jeremias) 31:30 ao 33 é transcrito no livro “sagrado” do jesusismo, o “novo testamento”, em Hebreus 8:8 ao 12. Isto significa que tanto judeus como jesusistas aplicam a si próprios a nova aliança anunciada pelo Profeta. Judeus e jesusistas concordam numa coisa: a nova aliança é criada na vinda do mashiach (messias). Para os jesusistas, Jesus é o mashiach, e a nova aliança é o jesusismo. Os judeus não creem que Jesus é o mashiach, e por isso, ainda esperam pela vinda dele.
Outros textos da bíblia Judaica ou Tanach revelam acontecimentos que a nova aliança abrange:

“E a palavra de [ADONAI *] veio a mim [Iechezkel], dizendo: E tu, ó filho do homem, toma uma vara e escreve sobre ela: ‘Para Judá e para os filhos de Israel, seus companheiros’, e logo toma outra vara e escreve sobre ela: ‘Para José, o ramo de Efráim, e para toda a Casa de Israel, seus companheiros’. E junta-as uma à outra como uma só vara, para que se unam na tua mão. E quando os filhos do teu povo te disserem: ‘Não vais nos dizer o que significa tudo isto?’, tu lhes dirás: Assim disse [ADONAI *] Deus: Eis que tomarei a vara de José, que está na mão de Efráim e das tribos de Israel, suas companheiras, e a porei junto à vara de Judá; e farei delas uma só vara, e serão uma na Minha mão. – e as varas onde escreveste o que te ordenei, estarão em tua mão, diante de seus olhos, e lhes falarás: Assim disse [ADONAI *] Deus: Eis que tomarei os filhos de Israel dentre as nações para onde foram, e os reunirei de todas as partes e os trarei de volta à sua própria terra; e farei deles uma nação sobre as montanhas da terra de Israel, e um só rei [o mashiach] terão, e não serão mais duas nações [Judá e Israel], nem estarão mais divididos em dois reinos, nem contaminarão mais a si mesmos com seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com quaisquer de suas transgressões; em vez disso, Eu os retirarei de todas as moradas onde pecaram e os purificarei, de modo que serão o Meu povo e Eu serei o seu Deus. E o [mashiach, descendente do] Meu servo David será rei sobre todos eles, será seu único pastor; andarão nos Meus juízos e guardarão os Meus estatutos, e os cumprirão. E habitarão na terra que dei ao Meu servo Jacob, onde moraram os vossos pais, e nela voltarão a habitar eles, seus filhos e seus netos para sempre; e [mashiach, descendente do] Meu servo David será seu príncipe para sempre. E farei com eles uma aliança de paz, e ela será uma aliança eterna com eles; e os estabelecerei e os multiplicarei, e porei para sempre Meu santuário em seu meio. A Minha Morada estará sobre eles, e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo. E as nações saberão que Eu sou [ADONAI *] que santifica Israel, quando o Meu Santuário estiver no meio deles para sempre.”

“E a palavra de [ADONAI *] veio a mim [Iechezkel], dizendo: Ó filho do homem! Quando a Casa de Israel vivia em sua própria terra, profanaram-na pelos caminhos que escolheram e por seus atos. “Por isto,... Eu os espalhei entre as nações, e foram dispersos entre os países. “E quando chegaram às nações para onde foram, novamente profanaram Meu santo Nome, fazendo com que deles dissessem: ‘Estes são o povo de [ADONAI *], que foram por ELE expulsos de sua terra.’ Mas Eu Me compadeci pelo Meu santo Nome... Portanto, proclama à Casa de Israel: Assim disse [ADONAI *] Deus: Não é por vós que o faço, ó Casa de Israel, mas pelo Meu santo Nome... E santificarei Meu grande Nome perante as nações para onde foste... E as nações saberão que Eu sou [ADONAI *] – diz [ADONAI *] Deus – quando Eu for santificado por vós à vista de todos eles. Pois vos buscarei dentre todas as nações, vos recolherei de todos os países e vos trarei à vossa terra. Então aspergirei sobre vós água limpa, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, e de todas as vossas impurezas e idolatrias Eu vos purificarei. Dar-vos-ei também um novo coração, e vos infundirei um novo espírito, e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Porei em vós o Meu espírito, e farei com que saibais seguir Meus estatutos e cumprir Meus juízos. Vivereis na terra que dei a vossos pais; sereis o Meu povo e Eu serei o vosso Deus. Sereis purgados de todas as vossas contaminações...”.

“Portanto, diz-lhes [à Casa de Israel]: Assim disse [ADONAI *] Deus: Ainda que Eu os tenha dispersado entre nações distantes e os espalhado por muitos países, aonde quer que cheguem continuo junto deles quando vêm” às sinagogas. “Portanto, diz-lhes: Assim disse [ADONAI *] Deus: Hei de recolher-vos de todos os povos e de todos os países por onde fostes dispersos, e vos tornarei a dar a terra de Israel. Para lá hão de ir, e retirarão todas as abominações e darão fim a toda corrupção que venham a encontrar. E lhes darei um novo coração e lhes infundirei um novo espírito; e retirarei seu frio coração de pedra e lhes darei um sensível coração de carne, para que obedeçam a Meus estatutos, e cumpram e executem Meus preceitos; serão o Meu povo e Eu serei o seu Deus!”

Iechezkel (Ezequiel) 37:15-28; 36:16-32; 11:16-21.

Como está explícito e evidente em todos os textos acima, a nova aliança não é o jesusismo, e Jesus não é o mashiach. O mashiach ainda virá, e quando isto acontecer, todos os judeus do mundo inteiro serão reunidos na Terra de Israel e viverão ali para sempre.
Naturalmente, o jesusismo cita apenas aquilo que lhe convém, pois o contexto de Irmiáhu (Jeremias) 31, também declara:

“Assim disse [ADONAI *]: Canta com alegria, ó [povo de] Jacob, e exulta-te perante todas as nações! Proclama em alta voz teu louvor a [ADONAI *] e diz: Salva, ó [ADONAI *], aos remanescentes de Teu povo Israel! Eis que das terras do norte hei de vos trazer, e dos mais distantes confins hei de congregar a todos, e junto virão, o cego e o coxo, a mulher grávida e a parturiente, e voltarão juntos formando uma grande multidão... pois Me tornei uma pai para Israel, e Efráim é o Meu primogênito! Ouvi, ó nações, a palavra de [ADONAI *], e anuncia-a às ilhas mais remotas! Fazei saber: Aquele que espalhou a Israel (entre as nações) congregá-lo-á, e o guardará como um pastor a seu rebanho. Pois [ADONAI *] resgatou a Jacob e o remiu da mão do que era mais forte. E ascenderão a Tsión e, lá, cantarão em júbilo, e fluirão em sua direção as torrentes da bondade de [ADONAI *],... e nunca mais haverão de desfalecer. ...Converterei o seu pranto em regozijo, os consolarei de sua tristeza e lhes trarei somente alegria. Assim disse [ADONAI *], que proporciona a luz do sol durante o dia e a luz da lua e da constelação das estrelas durante a noite, e que revolve o mar, fazendo rugir suas ondas − cujo nome é [ADONAI *] dos Exércitos: Se tudo isto que estabeleci se desfizer sem Minha ordem − diz [ADONAI *] −, então também a semente de Israel deixará para sempre de ser uma nação sob Minha proteção. Assim disse [ADONAI *]: Se pode ser medida a extensão dos céus que estão acima, ou exploradas as fundações da terra que está abaixo, lançarei para longe de Mim a semente [descendência] de Israel”.

Irmiáhu (Jeremias) 31:6-12, 34-36.

É óbvio que os jesusistas escritores do “novo testamento” nunca citaram ou transcreveram quaisquer destes tipos de texto, pois tratam claramente do judaísmo e dos judeus.

Veja os tópicos:
Todos os versículos são da Bíblia Hebraica por David Gorodovits e Jairo Fridlin, Editora & Livraria Sêfer, 2006.

* Ocorrências do "NOME" (na verdade, da REFERÊNCIA ou ALUSÃO) DO AQUILO INFINITO. ESTE "NOME" é cognominado de “Tetragrama”, “que tem quatro letras”. Estas letras são Y, H, V, H. ESTE "NOME" ocorre 6.823 vezes no hebraico da bíblia Judaica ou Tanach. É necessário saber que não devemos dizer ESTE "NOME", pronunciando-o como escrito. ESTE "NOME" tem de ser pronunciado (na leitura bíblica e de rezas) como ADONAI (= MEU MESTRE). Quando nos referimos ao AQUILO INFINITO pelo Seu "NOME" (REFERÊNCIA/ALUSÃO) Particular (fora da leitura bíblica e de rezas), O chamamos HASHEM (= O NOME).

domingo, 3 de julho de 2011

144.001 no céu?

A Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, dogmatizadora dos então torrevigianistas, prega que haverão 144.001 pessoas jesusistas que, após a morte, serão ressuscitadas transformadas em seres espirituais imortais que viverão no céu, e que destas, Jesus foi a primeira.

A bíblia Judaica ou Tanach não menciona 144.001, e menos ainda, que ressuscitarão no céu como seres espirituais imortais. Esta é uma crença jesuânica/yeshuânica, não judaica.

Segundo o Livro de Bereshit (Gênesis), cada forma de vida é imutável. Portanto, o humano para sempre permanecerá humano. Sendo assim, a Ressurreição dos mortos só pode significar que, da mesma maneira que falecemos humanos, ressuscitaremos humanos. Ou seja, não existe ressurreição no céu, como não existe morte lá. Quer dizer, no céu não existe morte, então, no céu não pode (ou, não tem como) existir ressurreição.

D-us, HASHEM, vai acabar com a morte (Ieshaiáhu [Isaías] 25:8). Obviamente, isso só pode significar que é AQUI na Terra (que é onde existe a morte) que a morte vai deixar de existir. Então, D-us, HASHEM, vai ressuscitar os mortos (Daniel 12:2). Obviamente, isso só pode significar que é AQUI na Terra (que é onde existem falecidos) que os falecidos serão trazidos de volta à vida.

A Terra é o Lar da Humanidade, então, só pode ser na Terra que os humanos mortos serão ressuscitados por HASHEM:

"De [ADONAI *] são os céus, mas aos homens ELE entregou a terra." – Tehilim (Salmos) 115:16;

"Teus mortos reviverão, meus corpos mortos se levantarão – acordai e cantai, vós que habitais no pó"... Ieshaiáhu (Isaías) 26:19, Mechon MamreVeja o tópico:


Quando mashiach vier, ele reunirá todos os judeus do mundo na Terra de Israel

(“Assim disse [ADONAI *] Deus: Eis que tomarei os filhos de Israel dentre as nações para onde foram, e os reunirei de todas as partes e os trarei de volta à sua própria terra; e habitarão na terra que dei ao Meu servo Jacob, onde moraram os vossos pais, e nela voltarão a habitar eles, seus filhos e seus netos para sempre; e Meu servo [mashiach, descendente de] David será seu príncipe para sempre.” – Iechezkel [Ezequiel] 37:21, 25),

e, quando HASHEM ressuscitar os mortos, os judeus ressuscitados também serão todos reunidos na Terra de Israel, como está escrito:

“Assim disse [ADONAI *] Deus: Eis que abrirei os vossos sepulcros e vos tirarei de vossos sepulcros, ó povo Meu, e vos trarei à terra de Israel! E sabereis que Eu sou [ADONAI *] quando tiver aberto as vossas tumbas e vos tiver feito sair de vossos sepulcros, ó povo Meu! Porei em vós o Meu espírito e vivereis, e vos porei na vossa própria terra; e sabereis que Eu, [ADONAI *], assim determinei e farei cumprir! – diz [ADONAI *].” Iechezkel [Ezequiel] 37:12-14.

E, como já está evidente em todo o tópico, a ressurreição dos mortos não depende de algum humano realizá-la, quem quer que seja, mas cabe exclusivamente a HASHEM D-US, O SENHOR da vida e da saúde, como “ELE” Próprio declara: “Não há outro deus Comigo; Eu faço morrer e faço viver; Eu firo e Eu saro, e não há quem possa livrar da Minha mão os que pecam contra Mim.” – Devarim (Deuteronômio) 32:39.

Não existe nenhuma passagem na bíblia Judaica ou Tanach que diz que o mashiach ressuscita ou ressuscitará mortos. HASHEM D-US é O CRIADOR da humanidade, então, é HASHEM D-US que (pode ser e) será o Seu RE-CRIADOR (Somente HASHEM D-US é O RESSUSCITADOR), como está escrito:

“[ADONAI *] é que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.” Shemuel Alef (1 Samuel) 2:6.

Também como já está evidente no tópico, naturalmente que a ressurreição dos mortos ainda não começou, pois o Reino Messiânico ainda não foi estabelecido e a Era Messiânica ainda não foi inaugurada (o que equivale a dizer que o mashiach ainda não veio). Portanto, não houve nenhum Jesus que foi ressuscitado, e nem apóstolos, e nem outros.

Na Era Messiânica toda a humanidade conhecerá HASHEM e naturalmente continuará a habitar na Terra para sempre. (Ieshaiáhu [Isaías] 11:9; Tehilim [Salmos] 37:29) Sim, TODA a humanidade conhecedora e então adoradora de HASHEM viverá para sempre AQUI, no nosso planeta Terra.

Bíblia Hebraica por David Gorodovits e Jairo Fridlin, Editora & Livraria Sêfer.

* Ocorrências do "NOME" (na verdade, da REFERÊNCIA ou ALUSÃO) DO AQUILO INFINITO. ESTE "NOME" é cognominado de “Tetragrama”, “que tem quatro letras”. Estas letras são Y, H, V, H. ESTE "NOME" ocorre 6.823 vezes no hebraico da bíblia Judaica ou Tanach. É necessário saber que não devemos dizer ESTE "NOME", pronunciando-o como escrito. ESTE "NOME" tem de ser pronunciado (na leitura bíblica e de rezas) como ADONAI (= MEU MESTRE). Quando nos referimos ao AQUILO INFINITO pelo Seu "NOME" (REFERÊNCIA/ALUSÃO) Particular (fora da leitura bíblica e de rezas), O chamamos HASHEM (= O NOME).

domingo, 19 de junho de 2011

Ora-se Somente a HASHEM, Sem NENHUM intermediário, Só no NOME DELE Mesmo

A Oração é uma forma de adoração ao AQUILO INFINITO (HASHEM, D’US). Por isso, assim como só se deve adorar ao CRIADOR, HASHEM, O D’US da bíblia judaica ou Tanach, também só se deve orar a "ELE". HASHEM é O UM SÓ-ÚNICO-ÍMPAR-SINGULAR D'US, e, portanto, Somente O AQUILO INFINITO, HASHEM, ouve orações, como está escrito: "Oh D-us..., ouvinte de prece" (Tehilim [Salmos] 65:2 e 3, O Livro dos Salmos dos tradutores Adolpho Wasserman e Chaim Szwertszarf, Editora Maayanot, 1995). É apropriado orar Somente ao Próprio CRIADOR, a HASHEM, O D’US da bíblia judaica ou Tanach, não é apropriado orar a mais ninguém nem a mais nada. Não se deve orar a humanos vivos ou mortos, nem se deve orar aos anjos. Não se ora no nome de ninguém nem de nada, Somente no de D'US Mesmo, e nem se ora pelos méritos de ninguém nem de nada, Somente pelos de D'US Mesmo. A oração Jamais deve ser feita através de qualquer tipo de intermediário. A oração é um momento de comunicação entre a criatura e O CRIADOR, entre o adorador e D’US, entre o filho e O PAI INFINITO. Portanto, na oração a D’US não há lugar para terceiros. E sendo a oração uma comunicação com D’US, ela deve ser feita através da fala. Sim, a oração deve ser sempre expressa verbalmente, pois, se não for dessa maneira, não se trata realmente de uma conversa, de um diálogo, com D’US. A oração se constitui em pedido, agradecimento, louvor (elogio), e/ou expressividade. Naturalmente que todos os adoradores de HASHEM (O AQUILO INFINITO) citados na bíblia judaica ou Tanach oravam a "ELE", mas destacaremos alguns deles:
 
"Abrahão orou a Deus"; "Isaac orou insistentemente a [ADONAI*]"; "e [eu, Moisés,] orei a [ADONAI*], dizendo: ‘[ADONAI*] Deus!...’ E [ADONAI*] Se irritou muito contra Aarão, para destruí-lo, e orei também por Aarão naquele tempo"; "Manôach rezou a [ADONAI*] e... Deus ouviu a voz de Manôach"; "Sansão clamou a [ADONAI*], e disse: ‘Ó [ADONAI*] Deus!’"; Haná (Ana) "orou a [ADONAI*]" "e disse: ‘Ó [ADONAI*] dos Exércitos!’"; "Samuel rezou a [ADONAI*]"; "Salomão... estendeu as suas mãos para os céus, e disse: ‘Ó [ADONAI*], Deus de Israel!... Atenta, pois, à oração de Teu servo e à sua súplica, ó [ADONAI*], meu Deus, e ouve o clamor e a oração que o Teu servo faz hoje diante de Ti.’ Salomão acabou de fazer esta oração e esta súplica a [ADONAI*]"; Eliáhu (Elias) "clamou a [ADONAI*] e disse: ‘Ó [ADONAI*], meu Deus!...’ E [ADONAI*] ouviu a voz de Eliáhu"; Elishá (Eliseu) "rezou a [ADONAI*]"; "Chizkiáhu (Ezequias) rezou perante [ADONAI*] e disse: ‘Ó [ADONAI*], Deus de Israel...’ E Chizkiáhu voltou então seu rosto contra a parede e orou a [ADONAI*], dizendo: ‘Eu Te peço, ó [ADONAI*]!...’"; "Jonas orou a [ADONAI*], seu Deus"; "[ADONAI*] disse a Elifaz... : ‘... Por vós irá orar Meu servo Jó, pois sua oração receberei favoravelmente...’ ... E [ADONAI*] atendeu a oração de Jó"; "eu, Daniel, ... orei a [ADONAI*], meu Deus, ... dizendo: ‘Ó [ADONAI*]... escuta a prece de Teu servo e suas súplicas, ... Escuta, ó [ADONAI*]! Perdoa, ó [ADONAI*]!...’ Eu ainda falava e orava, confessando meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e entoava minhas súplicas ante [ADONAI*], meu Deus"; "palavras de Neemias... orei ao Deus dos céus, dizendo: ‘Rogo-te, ó [ADONAI*], Deus dos céus,... apresta Teu ouvido e volta para mim Teus olhos, para que chegue a Ti a oração que eu, Teu servo, pronuncio perante Ti, dia e noite... . Eu te rogo, ó [ADONAI*], deixa Teu ouvido alcançar a oração de Teu servo, junto com as de Teu povo [de Israel]’"; "o rei David... ficou perante [ADONAI*], e disse: ... ‘Ó [ADONAI*], não há semelhante a Ti, e não há outro Deus senão Tu, segundo tudo o que temos ouvido com os nossos ouvidos. ...Teu servo se animou a orar perante Tu’"; "e Menashe (Manassés)... suplicou a [ADONAI*], seu Deus, ... e rezou a Ele, e Ele aceitou sua prece e ouviu sua súplica... . Então Menashe reconheceu que [ADONAI*] era Deus."
Bereshit (Gênesis) 20:17; 25:21; Devarim (Deuteronômio) 9:20 e 26; Shofetim (Juízes) 13:8 e 9; 16:28; Shemuel Alef (1 Samuel) 1:10 ao 12; 2:1; 8:6; Melachim Alef (1 Reis) 8:22, 23, 28 e 54; 17:20 ao 22; Melachim Bet (2 Reis) 4:32 e 33; 19:15; 20:2 e 3; Ioná (Jonas) 2:2 e 3; Ióv (Jó) 42:7 ao 10; Daniel 6:11; 9:2 ao 4 e 17 ao 20; Nechemiá (Neemias) 1:1, 4 ao 6, 11; Divrê Haiamim Alef (1 Crônicas) 17:16, 20 e 25; Divrê Haiamim Bet (2 Crônicas) 33:1, 12 e 13

Como é extremamente evidente na bíblia judaica ou Tanach, ora-se Somente ao AQUILO INFINITO, O CRIADOR, O AQUILO cujo O "NOME" (na verdade, REFERÊNCIA ou ALUSÃO) é composto de 4 letras, a saber: Y, H, V, H, pronunciado (na leitura bíblica e de rezas) como ADONAI, e fora da leitura bíblica e de rezas, como HASHEM, sem intermediário, intercessor, mediador, qualquer que seja (obviamente que não se ora a D’US nem mesmo em nome do mashiach):

Alguns exemplos de Tehilim (Salmos):

"Dá ouvidos às minhas palavras, ó [ADONAI*], e considera minha súplica. Atenta à voz do meu clamor, meu Rei e Deus, pois a Ti dedico minha prece. [ADONAI*], ouve a voz da oração que a Ti dirijo a cada manhã, aguardando Tua resposta." − 5:1 ao 4

"Uma oração de David. Ouve, ó [ADONAI*],... atende a meu clamor e escuta minha oração... Eu Te invoquei, e sei que me responderás, ó [ADONAI*]; volta para mim Teu ouvido e atenta às minhas palavras." − 17:1 e 6
"Meus pecados a Ti confessei e minha iniquidade não encobri; eu disse: ‘Confessarei minhas transgressões para [ADONAI*]’, e Tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. Diz [ADONAI*]: ‘Instruir-te-ei e te guiarei no caminho a seguir; Meus olhos sobre ti te orientarão.’" − 32:5 e 8

"Ó [ADONAI*]! Ante Ti estão todos os meus desejos e nem meu suspiro Te fica oculto. Pois em Ti, [ADONAI*], espero; Tu me responderás, ó [ADONAI*], meu Deus. Não me abandones, ó [ADONAI*], meu Deus! Não Te afastes de mim. Apressa-Te em meu auxílio, ó [ADONAI*], Deus de minha salvação." − 38:10, 16, 22 e 23

"Ouve minha oração, ó [ADONAI*], e atende minha prece; não ignores minhas lágrimas". − 39:13

"Atenta, ó Deus, à minha prece; não ignores a minha súplica. Seja manhã, tarde ou noite, suplicarei, e meu lamento farei chegar a [ADONAI*] e Ele ouvirá minha voz. Confia teu fardo a [ADONAI*] e Ele te sustentará, e não permitirá que desfaleça o justo." − 55:2, 18 e 23

"Apieda-Te de mim, ó [ADONAI*], e ajuda-me, pois em ti busca refúgio minha alma, e [alegoricamente falando,] à sombra de Tuas asas busco abrigo até que passe a calamidade. Clamo a Deus, o Altíssimo, que sempre me dispensou proteção. Dos céus Ele me enviará socorro e me salvará, me protegerá com seu amor misericordioso e fará fracassar o intento dos que querem me destruir. Meu coração não se amedronta e firme ele está, meu Deus; para Ti entoareis hinos e canções. Louvar-Te-ei perante os povos; salmos Te cantarei entre as nações." − 57:1 ao4, 8 e 10
 
"Um salmo de David. Somente por [ADONAI*], em silêncio, aguarda minha alma, pois Dele virá meu socorro. Em verdade, somente Ele é minha rocha, minha salvação, meu baluarte, que não me deixa desesperar jamais. Somente por [ADONAI*] espera minha alma, em silêncio, pois Ele é que me traz a esperança. Ele é minha rocha, minha salvação, meu baluarte e por isto não desesperarei jamais." − 62:1 ao 3, 6 e 7
 
"Ouviu-me [ADONAI*] e aceitou minha oração. Bendito seja, pois não rejeitou minha prece e não me negou Sua bondade." − 66:19 e 20
 
"Bendito é [ADONAI*]! Dia após dia nos sustenta, o Deus de nossa salvação. Sim! Ele é para nós o Deus que nos liberta até mesmo dos grilhões da morte." − 68:20 e 21
 
"Em Ti busquei refúgio, ó [ADONAI*]; não permitas pois, jamais, que se frustre minha confiança. Salva-me e abriga-me por Tua benevolência, inclina para mim Teu ouvido e resgata-me. Seja minha rocha, o refúgio ao qual eu possa sempre recorrer. Determina minha salvação, já que és meu rochedo, meu baluarte. Livra-me ó Deus, das mãos do perverso, das garras do iníquo e das tramas do malévolo. Só em Ti repousa minha esperança desde minha mais tenra idade. Que plena esteja minha boca com Teu louvor, cantando todos os dias a Tua glória. Quanto a mim, por Ti sempre esperarei, e cada vez Te louvarei com mais intensidade." − 71:1 ao 5, 8 e 14
 
"Ó [ADONAI*], Deus dos Exércitos, ouve minha prece; escuta-me, ó Deus de Jacob! Ó [ADONAI*] dos Exércitos, bem-aventurado é o homem que apenas em Ti confia." − 84:9 e 13
 
"Uma prece de David! Ó [ADONAI*], inclina para mim os Teus ouvidos e dá-me Tua resposta,... pois sabes que Te sou devoto..., que a Ti clamo sem cessar. Conforta a alma de Teu servo, porque... Tu és bondoso e clemente, e imensa é Tua misericórdia para com todos os que Te invocam. Escuta minha prece e atende a voz das minhas súplicas, ó [ADONAI*]. No dia de minha angústia, a Ti clamarei, e sei que me responderás. Ensina-me Teu caminho, ó [ADONAI*], para que eu possa andar sob Tua verdade e dedicar meu coração a temer somente Teu Nome. De todo meu coração hei de Te agradecer, e para sempre glorificarei Teu Nome. Tu, ó [ADONAI*], és um Deus clemente e misericordioso, lento em irar-Se e transbordante em bondade e retidão." − 86:1 ao 7, 11, 12 e 15

"Ó [ADONAI*], Deus de minha salvação, dia e noite clamo a Ti. Inclina Teu ouvido e recebe minha súplica. Quanto a mim, a Ti ergo minhas súplicas e, desde o alvorecer, a Ti chega minha prece." − 88:2, 3 e 14
 
"Oração de Moisés, o homem de Deus. Ó [ADONAI*],... de eternidade a eternidade, Tu és Deus." → 90:1 e 2
 
"Ó [ADONAI*], ouve minha prece e permita que Te alcance meu clamor! Não ocultes de mim Tua face no dia de minha aflição, e, sim, inclina para mim Teu ouvido; atende-me prontamente quando eu Te invocar." → 102:2 e 3
 
"Bendiz [ADONAI*], ó alma minha, e não te esqueças de todos os Seus benefícios. Ele é quem perdoa suas transgressões e cura tuas enfermidades, que resgata do túmulo tua vida e te coroa com bondade e misericórdia. Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim é Sua compaixão para com os que O temem." → 103:2 ao 4 e 13

"Amo a [ADONAI*] porque Ele ouve minha voz e minhas súplicas. Para mim inclinou Seu ouvido e eu invocarei Seu Nome enquanto viver. Invoquei o Nome de [ADONAI*]: ‘Salva minha vida, ó [ADONAI*]!’ Piedoso e benevolente é nosso Deus; Ele é misericordioso. Continuarei entre os vivos, andando perante a face de [ADONAI*]. Como poderei retribuir a [ADONAI*] por todos os benefícios que me tem feito? A Ti trarei oferendas de agradecimento e invocarei Teu Nome." → 116:1, 2, 4, 5, 9, 12 e 17

"Agradecei a [ADONAI*] porque Ele é bom e eterna é Sua misericórdia. Invoquei [ADONAI*] no momento de angústia e Ele me ouviu e me livrou das atribulações. [ADONAI*] está comigo, por isso nada temerei; o que me pode fazer o ser humano? Melhor é confiar em [ADONAI*] do que nos seres humanos. Não morrerei! Viverei e hei de relatar os feitos de [ADONAI*]. Tu és meu Deus e eu Te exaltarei; meu Deus és Tu e sempre Te louvarei. Agradecei a [ADONAI*], porque Ele é bom e eterna é Sua misericórdia." → 118:1, 5, 6, 8, 17, 28 e 29

"Como poderá um jovem manter integridade em seu caminho? Atendo-se ao cumprimento de Tua palavra. A Ti busquei com todo empenho de meu coração; não permitas que me deixe desviar de Teus mandamentos. Conservo Tua palavra no fundo de meu coração, para que não venha a pecar contra Ti. Bendito sejas Tu, ó [ADONAI*], que me ensinas Teus preceitos. Ensina-me, ó [ADONAI*], o caminho dos Teus estatutos, e eu o seguirei com fidelidade. Dá-me entendimento para que eu possa guardar Tua Torá [Lei] e observá-la-ei de todo o meu coração. Faz-me trilhar a vereda de Teus mandamentos, pois isto é o que mais desejo. Inclina meu coração para Teus preceitos, e não para a ganância e à ambição. Desvia meus olhos de contemplarem futilidades e preserva-me em Teus caminhos. Concede-me discernimento e sabedoria, pois creio plenamente em Teus mandamentos. Tu és bondoso e benfazejo; ensina-me Teus estatutos. Desviei meus passos dos caminhos que conduzem ao mal, para guardar a Tua palavra. Tua palavra é uma lâmpada para os meus pés e uma luz para o meu caminho. És meu refúgio e meu escudo protetor; em Tua palavra deposito minhas esperanças. Apartai-vos de mim, malfeitores, pois a guardar os mandamentos de meu Deus me dedicarei. Guarda-me, ó [ADONAI*], conforme Tua promessa, e não permita que seja frustrada minha esperança. Ampara-me e serei salvo, e com Teus estatutos ocupar-me-ei. Rejeitas os que de Teus ensinamentos se afastam, porque vivem em mentira e falsidade. Do fundo do meu coração por Ti clamei; responde-me, ó [ADONAI*], para que eu consiga guardar Teus estatutos. Invoquei Teu Nome; salva-me para que Teus mandamentos eu cumpra. Sete vezes ao dia Te dirijo meu louvor, pela retidão de Teus julgamentos. Que Te alcance a melodia de minha prece, ó [ADONAI*]; concede-me compreensão conforme a Tua palavra. Que chegue a Ti minha súplica". → 119:9 ao 12, 33 ao 37, 66, 68, 101, 105, 114 ao 118, 145, 146, 164, 169, 170

"Em minha angústia clamei a [ADONAI*] e Ele me atendeu." → 120:1

"Ergo meus olhos para o alto de onde virá meu auxílio. Meu socorro vem de [ADONAI*], o Criador dos céus e da terra. O Guardião de Israel jamais descuida, jamais dorme. Deus é Tua proteção. ... [ADONAI*] te guardará de todo mal... Estarás sob Sua proteção ao saíres e ao voltares, desde agora e para todo o sempre." → 121:1, 2, 4, 5, 7 e 8

"Elevo meus olhos a Ti que nos céus habitas... ó [ADONAI*]!" → 123:1 e 3

"Nosso socorro foi e é o Nome de [ADONAI*], o Criador dos céus e da terra." → 124:8

"Feliz é aquele que reverencia [ADONAI*] e trilha Seus caminhos. O trabalho de suas mãos proverá seu sustento, feliz será e tudo lhe correrá bem." → 128:1 e 2

"Ó [ADONAI*]! Ouve minha voz e permita que estejam atentos os Teus ouvidos a meu brado suplicante. Por [ADONAI*] aguardo esperançosamente, por sua palavra de perdão espero, por Ele minha alma anseia."→ 130:1, 2 e 5

"Espere tranqüilo e confiante em [ADONAI*], ó Israel, agora e por todo o sempre." → 131:3

"Ó [ADONAI*], Tu perscrutas meu íntimo e me conheces totalmente. ...E Te são conhecidos todos os meus passos. Antes que eu venha a pronunciar uma palavra, ela já é conhecida por [ADONAI*]. Minha mente foi por Ti criada, e no [útero#] de minha mãe me formaste. Analisa-me, ó [ADONAI*]! Perscruta meu coração, testa-me e esquadrinha meus pensamentos. E se vires em mim um mau caminho, guia-me ao caminho certo." → 139:1 ao 4, 13, 23 e 24 (# Conforme a tradução de Adolpho Wasserman e Chaim Szwertszarf em O Livro dos Salmos, Editora Maayanot, 1995.)

"Ó [ADONAI*]! Clamei por Ti; socorre-me e escuta minha voz quando Te busco. Meus olhos se fixam esperançosos em Ti, ó [ADONAI*], meu Deus; em Ti busco refúgio, não rejeites minha alma." → 141:1 e 8

"Uma oração": "Ergo a [ADONAI*] meu brado, e minha voz Lhe implora ajuda. Perante Ele derramo minha súplica, e minha aflição Lhe exponho." → 142:1 e 2

"Ó [ADONAI*], ouve minha oração e atende a minha súplica; em Tua retidão, responde-me com Tua justiça. Contra Teu servo não ponderes em julgamento, pois criatura não há que diante de Ti se justifique. ...Em Ti depositei toda a minha confiança. Mostra-me o caminho que devo trilhar... . Ensina-me a cumprir Tua vontade, pois és meu Deus. Por Teu Nome faz-me viver... pois Teu servo eu sou." → 143:1, 2, 8, 10 ao 12
 
"Exaltar-Te-ei, meu Deus e meu Rei, e bendirei sempre Teu Nome. Sim, Louvar-Te-ei a cada dia, e Teu Nome hei de eternamente abençoar. [ADONAI*] está sempre próximo dos que O invocam, dos que por Ele clamam com sinceridade. Atenderá o desejo dos que O temem; seu clamor há de escutar e lhes trará a salvação. Ele protege aos que O amam, mas certamente destruirá os malévolos. Que proclame minha boca o louvor de [ADONAI*], e bendiga toda criatura Seu santo Nome por todo o sempre!" → 145:1, 2, 18 ao 21

"Louvado seja [ADONAI*]! Louva [ADONAI*], ó minha alma! Louvarei [ADONAI*] enquanto eu viver, cantarei em louvor de meu Deus enquanto eu existir. Feliz... é aquele que tem no Deus de Jacob o seu socorro, e cuja esperança está em [ADONAI*], seu Deus; que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que eles contêm". → 146:1, 2, 5 e 6

"Louvado seja [ADONAI*]! Como é bom cantar em louvor de nosso Deus; uma alegria para o coração é este louvor. Grande é nosso Deus, imenso é Seu poder e infinita é Sua sabedoria. Agradam-Lhe, sim, os que O reverenciam e que em Sua misericórdia confiam." → 147:1, 5 e 11
 
Bíblia Hebraica por David Gorodovits e Jairo Fridlin, Editora & Livraria Sêfer.

Converse (ore, fale) diretamente (Sem Nenhum intermediário) com D’US, (apenas com "ELE" em NOME DELE Mesmo) HASHEM, constantemente, pois "ELE" é o nosso PAI INFINITO.

* Ocorrências do "NOME" (na verdade, da REFERÊNCIA ou ALUSÃO) DO AQUILO INFINITO. ESTE "NOME" é cognominado de “Tetragrama”, “que tem quatro letras”. Estas letras são Y, H, V, H. ESTE "NOME" ocorre 6.823 vezes no hebraico da bíblia Judaica ou Tanach. É necessário saber que não devemos dizer ESTE "NOME", pronunciando-o como escrito. ESTE "NOME" tem de ser pronunciado (na leitura bíblica e de rezas) como ADONAI (= MEU MESTRE). Quando nos referimos ao AQUILO INFINITO pelo Seu "NOME" (REFERÊNCIA/ALUSÃO) Particular (fora da leitura bíblica e de rezas), O chamamos HASHEM (= O NOME).

sexta-feira, 17 de junho de 2011

HASHEM O D'US ETERNO

HASHEM, O AQUILO INFINITO, o D'US Imaterial de Israel é Inigualável. Segundo a bíblia judaica ou Tanach, não existe nada nem ninguém igual a HASHEM. HASHEM é O ÚNICO AQUILO que não teve começo e não terá fim. HASHEM é O ÚNICO AQUILO INFINITO, Infindo, Infindável, Ilimitado, Ilimitável, Indefinido, Indefinito, Indefinível, Indeterminado, Indeterminável, Imortal, Imorredouro, Indestrutível, enfim, ETERNO:

"[ADONAI*] é um Deus eterno... Assim fala o Rei de Israel e seu redentor, [ADONAI*] dos exércitos: 'Sou o Primeiro e o Último. Exceto eu, não há Deus.'"− Ieshaiáhu (Isaías) 40:28; 44:6

"Abraão... invocou o nome de [ADONAI*], Deus eterno."− Bereshit (Gênesis) 21:33

"[ADONAI*]... teu trono é firme desde a eternidade, existes desde sempre."− Tehilim (Salmos) 93 [92]:1 e 2

"Tu, [ADONAI*], és eterno, teu trono subsiste para sempre."− Echá (Lamentações) 5:19
Bíblia Mensagem de Deus, Edições Loyola.

"Só [ADONAI*] é o Deus verdadeiro! É o Deus vivo e o Rei eterno!"− Irmiáhu (Jeremias) 10:10

"O sublime Altíssimo... habita a eternidade"− Ieshaiáhu (Isaías) 57:15

"Não és Tu, somente, Aquele que existe desde a eternidade, ó [ADONAI*], meu Deus, meu Santíssimo?"− Havacuc 1:12

"Oração de Moisés, o homem de Deus. Ó [ADONAI*],... antes que se formassem as montanhas, antes que fosse criada a terra, de eternidade a eternidade, Tu és Deus." "Tu, ó [ADONAI*], para sempre estarás perante nós entronizado, e por todas as gerações não deixará Teu Nome de ser lembrado. ...Ó Tu, cujos anos perduram através das gerações por toda a eternidade. Criaste a terra, e os céus são obras de Tuas mãos. Tu, porém, ... incontáveis são Teus anos."− Tehilim (Salmos) 90:1 e 2; 102:13, 25, 26 e 28

Bíblia Hebraica, David Gorodovits e Jairo Fridlin, Editora & Livraria Sêfer.

* Ocorrências do "NOME" (na verdade, da REFERÊNCIA ou ALUSÃO) DO AQUILO INFINITO. ESTE "NOME" é cognominado de “Tetragrama”, “que tem quatro letras”. Estas letras são Y, H, V, H. ESTE "NOME" ocorre 6.823 vezes no hebraico da bíblia Judaica ou Tanach. É necessário saber que não devemos dizer ESTE "NOME", pronunciando-o como escrito. ESTE "NOME" tem de ser pronunciado (na leitura bíblica e de rezas) como ADONAI (= MEU MESTRE). Quando nos referimos ao AQUILO INFINITO pelo Seu "NOME" (REFERÊNCIA/ALUSÃO) Particular (fora da leitura bíblica e de rezas), O chamamos HASHEM (= O NOME).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Qual é a Fé Verdadeira?

Dentre as fés judaica, jesuânica/yeshuânica, maometana e kardecista, a mais antiga é a judaica.
A Fé Judaica não reconhece as fés jesuânica/yeshuânica, maometana e kardecista, mas as fés jesuânica/yeshuânica, maometana e kardecista reconhecem a Fé Judaica como a Fé Inicial. Para elas (as fés jesuânica/yeshuânica, maometana e kardecista), a Fé Judaica foi a primeira fé, sendo posteriormente substituída por uma ou outra.
Porém, segundo o Judaismo, a sua Fé, a Fé Judaica, não é simplesmente a primeira fé, mas é A FÉ ORIGINAL, quer dizer, A FÉ ÚNICA E VERDADEIRA.
Ora, D-us é Imutável e D-us é Eterno. Sendo assim, a Fé Original só pode ser também Imutável e Eterna. Daí que a Fé Judaica é a Fé Verdadeira, porque sendo a Fé Judaica a Fé Original, se D-us não muda, a Fé Original também não muda, ou seja, a Fé Original (que é a Fé Judaica) não mudou e nunca mudará, e se D-us é Eterno, a Fé Original também é eterna, ou seja, a Fé Original (que é a Fé Judaica) ainda existe e existirá para sempre. É por isso que mesmo com o aparecimento das fés jesuânica/yeshuânica, maometana e kardecista, a Fé Judaica NUNCA se extinguiu. Assim, a verdade é que:

A Fé Judaica nunca foi acrescentada de outra fé (neste caso, a fé jesuânica/yeshuânica);

a Fé Judaica nunca foi convertida (transformada) em outra fé; e,

a Fé Judaica nunca foi substituída (trocada) por outra fé.

A Fé Judaica é a Fé Original, que é Imutável e Eterna, portanto, a Fé Judaica é a Fé Verdadeira.
Naturalmente, a Fé Judaica exclui as fés jesuânica/yeshuânica, maometana e kardecista, assim como as fés jesuânica/yeshuânica, maometana e kardecista [se excluem e] excluem a Fé Judaica (sendo assim, na verdade, não é possível professar a Fé Judaica e ao mesmo tempo professar a fé jesuânica/yeshuânica. Nunca existiu e não existe fé judaica-jesuânica/yeshuânica ou fé jesuânica/yeshuânica-judaica. Ou a fé é JUDAICA ou a fé é jesuânica/yeshuânica. Em outras palavras, nunca existiu e não existe judaismo jesuânico/judaismo yeshuânico ou jesusismo judaico/yeshuanismo judaico. Ou se trata de judaismo ou se trata é de jesusismo/yeshuanismo).

Os Princípios da Fé Judaica são:

Creio em D-us (O AQUILO INFINITO). D-us é O (Único) Criador: apenas "ELE" criou, cria e criará todas as coisas. D-us (sendo O AQUILO INFINITO, só pode ser e) é UM SÓ, SINGULAR, ÍMPAR. D-us (exatamente por ser O AQUILO INFINITO) não tem corpo, imagem, figura, forma, aparência e nem gênero. D-us, enquanto O AQUILO INFINITO, é na verdade, Indefinível, Indescritível, Inimaginável. Só D-us sabe O Que e Como É "ELE". "ELE" foi, é e será nosso D-us. Ora-se somente a D-us, e sem intermediário.
Creio que D-us se comunica com o ser humano. Estes (com quem D-us se comunica) são os profetas (judeus). Todas as suas palavras (conforme se encontram no Tanach) são verdadeiras. O maior de todos os profetas foi Moisés. A Torá foi dada a Moisés por D-us. A Torá é verdadeira, e não será modificada nem haverá outra Torá dada por D-us. D-us recompensará quem a cumpre e punirá quem a transgride. D-us conhece todos os atos e pensamentos do ser humano.
Creio que um dia virá um rei judeu, mashiach, e reunirá todos os judeus na Terra de Israel.
Creio que D-us ressuscitará os mortos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Judaísmo e o sexo

A Revista Rio Total divulgou uma matéria interessantíssima sobre o tema "sexo" no Judaísmo e no seu Tanach, comparando com a posição cristã sobre o mesmo tema. Segue a matéria:

"Jane Bichmacher de Glasmam

B”H

JUDAÍSMO, CRISTIANISMO, SEXO E PECADO

Introdução: um ponto nevrálgico

O judaísmo se caracteriza por uma multiplicidade de linhas de pensamento, traduzidas em diferentes correntes religiosas. E isto ocorria também na época talmúdica, quando vai ocorrer o surgimento do Cristianismo ... .

Um ponto nevrálgico teológico surgiu a partir da noção e da caracterização de pecado. Era um tema extremamente polêmico na época do surgimento do Cristianismo, pois o judaísmo bíblico fala em transgressão (averá), ou melhor dizendo "desvio"(considerando o caminho da Torá como o caminho reto a seguir). São citadas também uma série de "abominações"(discutidas até hoje). As discussões desta época marcaram o início do judaísmo rabínico (rabi = meu mestre ...). Era um tipo de pensamento, que foi compilado posteriormente no Talmud e que prevalece ainda hoje, de priorizar a vida moral (versus, por exemplo, partidos políticos judaicos da época, como os zelotes, que priorizavam a independência nacional) .*

Mas na mesma época, outras seitas, como os essênios, que muito influenciaram o pensamento de Jesus e o cristianismo, eram ainda mais severas: pregavam a ascese e o celibato, por exemplo. Seu objetivo era uma purificação absoluta (daí seus constantes banhos de mikve e o batismo de Jesus por João Batista), pois consideravam que o Juízo Final estava próximo e as pessoas deveriam estar preparadas física e espiritualmente.

Posteriormente, Paulo (Saul de Tarso), vai reforçar, em seu trabalho proselitista, a idéia, entre outras, de celibato e sacerdócio, que vai gerar um pensamento teológico que terá como ponto central a questão do pecado e a definição da natureza humana a partir deste prisma.

Amor, sexo e casamento no judaísmo

De uma maneira ge­ral, os judeus de tempos antigos eram puritanos, mas não pudicos. Eram francos mas não grosseiros. Tinham uma aceitação realística do sexo, mas não no sentido hedonístico dos gregos e dos romanos, que o tinham como um fim prazenteiro em si mesmo. Os judeus eram moralistas, analisando constantemente todas as ações, pensamentos, e sentimentos com o microscópio da consciência hebraica. Isto não contribuía para o conforto de suas existências, mas ajudava a esclarecer certas questões e as tornava um pouco menos ambíguas.

Os judeus desenvolveram uma filosofia de vida que tinha um caráter unificado, entalhado num sistema moral completo. Não criaram um dualismo entre os mistérios do céu e as realidades da terra; acreditavam que uma grandiosa unidade cósmica reinava no universo. No tradicional credo judaico (excetuando o dos místicos) não existia uma separação real entre o corpo e a alma. "A alma é Tua, e o corpo também é Tua criação", entoavam os devotos em orações. Portanto, o poder da procriação era o instrumento sagrado com que Deus havia dotado todas as suas criaturas com o propósito de continuar e "colaborar" com ele em seu trabalho de infindável Criação.

A mente lógica do judeu devoto inquiria: se o impulso sexual fosse meramente uma tentação do [suposto "diabo"], teria Deus colocado seus filhos a mercê dele para que fossem desviados e levados à destruição? Ao contrário: acreditava que se a paixão carnal levava à luxúria e à imoralidade, só acontecia porque o mal residia no próprio pecador e era devido ao abuso desregrado e ao uso indevido dos poderes sexuais atribuídos por Deus.

Uma aceitação menos repressiva da natureza psicossexual do ser humano levou os Sábios Rabínicos do Talmud a adotarem uma atitude mais humana. Instituíram regulamentos que não só alargaram como modificaram os que haviam na Bíblia, que esclareciam o que era permitido e o que era proibido na intimidade entre os sexos, os direitos e deveres do marido e da esposa, como orientação para uma maior compatibilidade e felicidade domésticas.

Uma das determinantes da origem da moralidade sexual entre os judeus dos tempos antigos, indicada na Torá, era a necessidade de isolar a vida judaica da imoralidade dos povos vizinhos representada primeiramente pelos cultos orgíacos de Baal e Astarté entre os canaanitas, e mais tarde pelas obscenidades dos mistérios gregos e da Saturnália romana. Por essa razão, as relações entre os sexos eram sancionadas e reguladas tanto pela religião judaica quanto pelas leis do Estado judeu (o qual, devemos lembrar, era uma totalidade integrada - uma teocracia ou Estado governado por Deus) de forma a que alcançassem um status de relativa santidade e também um alto grau de responsabilidade social. Esse padrão de moralidade sexual ficou fixado para todas as gerações posteriores; houve, naturalmente, as revisões morais que se originavam nas influências do ambiente não judaico a que os dispersos judeus estavam expostos nas várias regiões e em diferentes períodos culturais.

Isto pode ter relação com a cunhagem, no início da era rabínica, da palavra hebraica kidushim (santidades) para designar a cerimônia de casamento. Esse termo torna claro que os judeus, que viviam então em meio à civilização greco-romana, encaravam o matrimônio como uma união sagrada. Sua atitude estava em contradição com a dos romanos, que faziam referências depreciadoras ao "jugo matrimonial", pois viam marido e mulher como que "jungidos" um ao outro em conjugium. Em contraste, a noiva judia era "consagrada" ao noivo, tornava-se sagrada para ele com o ato de consagração. Em conseqüência, suas relações com ela enquanto durasse o casamento, tanto como esposa como mãe de seus filhos, deve­riam seguir os mais altos padrões. Ele passava a ser responsável pelo tratamento que desse a ela, perante Deus e a comunidade judaica.

Essa con­cepção é bem representada nos ritos judaicos de casamento. Enquanto o noivo e a noiva estão sob a hupá, as sétima e oitava bênçãos são enunciadas, repetindo a antiga afirmação de uma vida que é potencialmente boa: Abençoado sejas tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que criaste a alegria e o júbilo, noivo e noiva, regozijo e exaltação, prazer e delícia, amor, fraternidade, paz e solidariedade.**

A prática do adultério na antiga sociedade judaica era encarada com horror e apreensão. Moisés, os Profetas e os Sábios Talmúdicos nela viam uma ameaça à integridade moral do indivíduo e à preservação de Israel como uma "nação sagrada". A proibição taxativa do sétimo mandamento do Decálogo: "Não cometerás adultério" era reforçada pela advertência do décimo: "Não cobiçarás a mulher do próximo."

No hebraico bíblico não havia palavra correspondente a "solteiro". A não exis­tência da palavra, prova, ipso facto, que não havia necessidade dela. A simples idéia de não se casar era inaceitável para o judeu de antanho. Mais tarde, o Talmud aventou a opinião penalizada de que "um homem solteiro vive sem nada de bom, sem ajuda, sem alegria, sem bênção e sem expiação". No decorrer do período talmúdico, quando as for­mas tradicionais de vida judaica estavam sob o impacto desorientador dos hábitos greco-romanos, devem ter existido alguns elementos inclinados a permanecer solteiros, os quais, na opinião dos rabinos, deviam ser estimu­ados ao matrimônio.

A execução de adúlteros cessou e a lei que a ditava tornou-se obsoleta ao final do período do Segundo Templo, depois que os conquistadores romanos da Judéia aboliram o Sinédrio e tiraram das cortes judaicas o instrumento judicial da pena capital. O marido traído podia obter o divórcio de sua infiel esposa. A lei rabínica dizia: "Um casal em que a mulher tenha cometido adultério deve-se divorciar."

A lei moral judaica exigia completa abstinência sexual dos solteiros de ambos os sexos. Assim que os meninos e meninas se tornavam conscientes de sua sexualidade, eram treinados no exercício do controle de suas paixões. A masturbação e até mesmo os "pensamentos lúbricos" estavam incluídos entre as transgressões sexuais proibidas. Maimônides, o rabino filósofo do século XII, médico de renome, aconselhava, no Guia dos Perplexos, um estratagema para se readquirir a calma: "Devemos voltar nossas mentes para outros pensamentos." Recomendava que se dirigissem ao Beit ha-Midrash (Casa de Estudo) para apaziguar os desejos ardorosos com o estudo da Torá.

Para a preservação da castidade entre os jovens era tradicional o costume de fazê-los casarem-se com pouca idade para que não caíssem em tentação. O Talmud define o marido e pai ideal o que "orienta seus filhos e filhas no caminho certo e providencia para que se casem logo depois da puberdade". A idade usual para o casamento era a de 16 ou 18 anos para o rapaz, e em torno de 12 ou 13 para a moça.

A dizimação devastadora causada pelos massa­cres da população judaica na Europa Ocidental e Central na Idade Média, tornava a preservação do povo judeu ainda mais premente do que antes para aqueles que sobreviviam. Fazia-se todo o empenho, religioso e comunal, no sentido de casa­mentos precoces, apesar desse casamento pre­maturo causar novos problemas sociais, econômicos, físicos, emocionais e psicológicos. Somente com o colapso parcial do isolamento do gueto em meados do século XIX que o costume de casamentos prematuros foi abandonado.

Embora o jovem judeu de tempos antigos fosse mais casto do que o de outros povos, a incidência da sedução e de lapsos morais era suficiente para alertar os olhares ansiosos de pais e de autoridades rabínicas para o perigo que representavam. Mesmo os casais comprometidos eram aconselhados a não terem qualquer intimidade sexual até depois do casamento. Até o século XVIII, ­e em círculos ultra-ortodoxos até os dias de hoje, os abraços e beijos eram proibidos para o casal de noivos. Com a tentação sempre presente, para impedir qualquer conseqüência por proximidade, a autoridade rabínica do século III do judaísmo da Babilônia, Rav (Aba Arikha), exarou uma proibição quanto ao noivo morar na casa de seu futuro sogro.

O sábio e autoridade rabínica da Babilônia do século X, Saadia Gaon, era de opinião que "o homem não deve ter desejo sexual a não ser por sua esposa, para que ele a ame e ela a ele". A coabitação era não só um direito do marido como também um dever religioso em relação ao qual, com todas as sanções rabínicas, a esposa tinha privilégios iguais. Mai­mônides aconselhava aos casados: “Não devemos nos exceder no amor sexual, mas também não devemos reprimí-lo”.

Ser estéril era considerado uma grande calamidade, porque em torno do dever religioso da pro­criação girava a instituição judaica do casa­mento. Era obrigatório o divórcio de um casal em que a mulher não houvesse concebido nos dez primeiros anos de vida conjugal. Porém também causavam preocupação tão grande quanto a esterilidade os problemas decorrentes da fertilidade descontrolada. Os Sábios Rabínicos do período que se seguiu à Destruição possuíam apreciáveis conhecimentos de Medicina e Higiene. Estavam alertados para os perigos - físicos, morais e sociais - advindos de certos tipos de gravidez. Levando em consideração o problema do controle de natalidade e dos abortos, causadores de tanta controvérsia em nossa cultura atual, causa surpresa que há quase 2000 anos atrás os esclarecidos Sábios Rabínicos houvessem sancionado a interrupção de casos de gravidez por razões claramente especificadas.

Afirmava o Talmud: "Há três classes de mulheres que devem usar um absorvente (anticoncepcional, cuja consistência não é explicada): a menor, a mulher grávida e a mulher que está amamentando. A menor para que a gravidez não seja fatal; a mulher grávida para que não ocorra um aborto (involuntário); e a mulher que amamenta, para que não engravide novamente e seja forçada a desmamar (prematuramente) a seu filho."

Nos tempos pós-bíblicos, cabia aos pais selecionar o cônjuge para seus filhos e filhas. A decisão final, porém, terminava por ser dos próprios jovens. Em particular, o poder do veto era dado à noiva. O pai deveria perguntar-lhe de maneira direta se ela estava pronta a casar-se, de livre e espontânea vontade, com o homem que ele havia escolhido para ela. Se ela dissesse que "não", o compromisso estava desfeito. Se ela dissesse "sim", sua resposta deveria ser explícita: "Esse é o homem que amo."

Os mestres talmúdicos tinham presente o relativo desamparo da mulher, num mundo masculino e, por essa razão, estavam decididos a dar-lhe toda proteção na livre escolha de um companheiro. Os rabis concediam, assim, à mulher, seu direito inalienável de modificar seu julgamento. "Escolher um companheiro ade­quado é uma tarefa tão difícil quanto abrir o Mar Vermelho", dizia um Sábio do Talmud.

Os Sábios se revoltavam contra os que se casa­vam por frio cálculo. "Aquele que se casar por dinheiro terá crianças malvadas", afirma o Talmud com franqueza brutal. Essa observação revela profunda percepção psicológica. Num lar fundamentado em interesses mercenários, não pode haver amor - somente um conflito contínuo. As crianças crescem ali, geralmente, com distúrbios de personalidade e uma visão deformada da vida.

Akiva, o Tana do século II, foi ainda mais lon­ge na defesa do casamento por amor. Ele próprio tinha vivido um idílio de amor profundo. Ao tempo em que servia como pastor do mais rico homem da Judéia, Kalba Sabua, apaixonara-se pela filha do patrão. Embora fosse ignorante na época e não tivesse qualquer importância aos olhos do mundo, ela retribuiu o seu amor e deixou a casa de seu pai para partilhar com ele de uma vida de privações e lutas. No consenso legendário do povo, foi o seu amor desprendido e seu encorajamento que fizeram do pastor Akiva a coroa e a glória do estudo da Torá. Em conseqüência, ao mencionar o amor conjugal, é compreensível que Akiva se expressasse com ênfase especial: "O homem que se casa com uma mulher que ele não ama, viola cinco mandamentos sagrados: Não matarás. Não buscarás a vingança. Não serás rancoroso. Amarás a teu próximo como a ti mesmo e que o teu irmão possa viver contigo." Como teria ele deduzido que isso acontecia com um casamento motivado pelo dinheiro? Rabi Akiva explicava: "Se um homem odeia sua mulher, ele de­seja que ela esteja morta. Ele é, portanto, moralmente um assassino!"

O ideal do casamento por amor, "consagrado segundo as leis de Moisés e de Israel", tornou-se tema de muitos poetas medievais hebreus. A preocupação com os casamentos por amor diminuiu perceptivelmente com a intensificação do sofrimento dos judeus na Idade Média. A dura realidade exigia casamentos práticos, e não sentimentais. A necessidade mais sentida dos judeus era a da sobrevivência e preservação física como povo. Em conseqüência, o shad’han (casamenteiro) adquiriu maior proeminência, pois arranjava os casamentos sem qualquer "exigência" supérflua, objeções ou demoras.

Sexo: Judaísmo X Cristianismo

No Tractatus adversus Judaeos, Agostinho faz a seguinte acusação contra "os judeus": Considerai o Israel segundo a carne (1 Cor 10,18). Este nós sabemos que é o Israel carnal; mas os judeus não compreendem este significado e, assim, tornam-se indiscutivelmente carnais.(VII, 9)***
Apesar de várias obras atuais homogeneizarem as divergências entre os discursos “judaico" e "cristão" a respeito da sexualidade numa hipotética tra­dição judaico-cristã, Peter Brown, um dos grandes intérpretes modernos dos Padres da Igreja, acredita que a diferença fundamental entre o cristianismo e o judaísmo está na maneira como o corpo e o sexo são encarados pelas duas culturas. Na interpretação adotada pelos rabis, a sexualidade era um adjunto permanente da personalidade. Apesar de ser potencialmente turbulenta, era possível moderá-la. Trata-se de um modelo baseado no controle e na segregação de um aspecto necessário da existência. No caso dos cristãos, ocorreu o contrário. A sexualidade tornou-se um marcador de alta carga simbólica, justamente porque se acreditava que pudesse ser extirpada do indivíduo que assumisse certos compromissos. Pensava-se que este desaparecimento, mais do que qualquer outra transformação humana, era um sinal das qualidades necessárias para liderar a comunidade religiosa. A remoção da sexualidade ou o afastamento do indivíduo do âmbito da sexualidade ­simbolizava a total disponibilidade para Deus e os outros seres humanos, que está associado ao ideal da pessoa inteiramente devotada.

A Mensagem do Cristianismo: Amor Não Sexual

No segundo e terceiro séculos, durante a crescente de­cadência do Império Romano, uma nova força cultural e histórica começou a causar impacto sobre o mundo ocidental, a qual iria afetar as relações entre homem e mulher tão profundamente quanto afetou o resto da cultura ocidental: o Cristianismo. A força central dessa nova religião era um profundo ascetismo, uma intensa hostilidade pela sexualidade humana e um desprezo pela vida terrena. A hostilidade pelo prazer, sobretudo o sexual, ­não era simples doutrina dessa nova religião; era central e básica. A hostilidade da Igreja pelo sexo estava enraizada em sua hostilidade pela existência física - terrena - e no ponto de vista de que o prazer físico da vida terrena significava um mal para o espírito. Embora tais doutrinas já estivessem presentes no mundo romano, no estoicismo, no neoplatonismo e no misticismo oriental, o Cristianismo mobilizou os sentimentos subjacentes a essas doutrinas, reunindo em torno de si a crescente revolta contra a decadência da época e oferecendo o apelo de um ácido purificador.

O Cristianismo trouxe para homens e mulheres um ideal de amor altruísta e não sexual. Amor e sexo eram proclamados como pertencendo a pólos opostos; a fonte de amor era Deus; a do sexo era "o demônio".****

A abstinência sexual foi considerada o ideal moral. O casamento - mais tarde descrito como "remédio contra a imoralidade" - foi uma concessão relutante do Cristianismo, contra a depravação da natureza humana e que tornou esse ideal alcançável na realidade.
Não só o prazer do ato sexual era considerado pecaminoso, mas também a sentimento de desejo por uma pessoa do sexo oposto, mesmo que não se consumasse.

Paralelo ao anti-sexualismo essencial da Igreja era seu antifeminismo essencial. Com o apogeu do Cristianismo na Europa medieval, as mulheres perderam todos os direitos que haviam adquirido sob os romanos; elas eram consideradas vassalos do macho, a quem deviam subordinar-se completamente. Havia discussões se as mulheres tinham alma ou não. A relação mais apropriada de uma mulher com o homem, de acordo com a doutrina cristã, devia ser a mesma da relação do homem com Deus: do mesmo modo que o homem devia aceitar Deus como seu Senhor e submeter-se inquestionavelmente à Sua vontade, a mulher tinha que reconhecer no homem seu senhor, submetendo-se inteiramente à sua vontade.

Mais tarde, na Idade Média, uma segunda visão da mulher emergiria e coexistiria com a primeira. De um lado. a mulher era simbolizada por Eva, a sedutora sensual, a causa da queda do homem. Do outro, existia na imagem de Maria, a virgem-mãe, o símbolo da pureza que transforma e eleva a alma do homem. A prostituta e a virgem - ou a prostituta e a mãe - desde então dominaram o conceito da mulher na cultura ocidental.

Conclusão

Pelo inerente caráter polêmico e controverso do tema, não pretendo apresentar um conclusão. Prefiro considerar este artigo uma introdução ao tema – e aprofundá-lo, preferivelmente com debates, para que cheguemos (ou não!) a uma conclusão...

Maiores detalhes:

* “Interseções: relações entre judaísmo e outras culturas e religiões na Antigüidade”, de Jane Bichmacher de Glasman,RJ, Gráfica Stampa,1999.

** “`A Luz da Menorá: introdução à cultura judaica”, de Jane Bichmacher de Glasman,RJ, Ed. da autora, 1999.

*** “Israel Carnal”, de Daniel Boyarin, RJ, Imago, 1994.

**** “Psicologia do Amor Romântico”, de Nathaniel Branden, RJ, Imago, 1982.

Colaboração de Jane Bichmacher de Glasman, professora da UERJ e ISTARJ, escritora

Esta página é parte integrante da Revista Rio Total

Editoração e Coordenação IRENE SERRA"

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lago de fogo para os inimigos do mashiach e do Povo de D'US?

Direto e simples: a crença no lago de fogo (eterno) é exclusivamente neotestamentária jesuânica/yeshuânica e, portanto, excluída (inexistente) da bíblia judaica ou Tanach e do Judaísmo.

Uma explanação deste tema se encontra no tópico:

Arrebatamento para o Povo de D'US?

Direto e simples: a crença no arrebatamento é exclusivamente neotestamentária jesuânica/yeshuânica e, portanto, excluída (inexistente) da bíblia judaica ou Tanach e do Judaísmo.

Sendo a bíblia judaica, judaica, o Povo de D'US só pode ser os judeus, e não se diz em nenhum lugar dela que eles serão arrebatados, que na vinda do mashiach eles irão para o céu. Diz sim que eles serão ajuntados em um lugar, mas não no céu, e sim na Terra de Israel.

Uma explanação deste tema se encontra no tópico:

O mashiach sem céu nem inferno

O mashiach não vem para levar alguém para algum céu ou para enviar alguém para algum inferno. Em Nenhum lugar da bíblia judaica ou Tanach a vinda do mashiach está associada a um céu e/ou a um inferno. Esta é uma perspectiva neotestamentária e, portanto, jesuânica/yeshuânica, Inexistente na bíblia judaica ou Tanach e no judaísmo. É Inadmissível na bíblia judaica ou Tanach as crenças no arrebatamento e no lago de fogo (eterno). Veja os tópicos:



O que acontecerá ao Povo de D’US na vinda do mashiach? E o que acontecerá aos inimigos do Povo de D’US na vinda do mashiach?
Na vinda do mashiach, para o Povo de D’US nada de (suposto) céu, e para os inimigos do Povo de D’US nada de (suposto) inferno.
O propósito da vinda do mashiach é ser Rei, é estabelecer um reino, é reinar sobre todo o Povo de D’US em conjunto na Terra de Israel (o que Nunca foi realizado por Jesus).

“Aproximam-se os dias – diz [ADONAI*] – quando escolherei, dentre os rebentos de David, um justo que os governará como rei, que prosperará e saberá praticar justiça e retidão na terra. Em seus dias Judá será redimida e Israel viverá em segurança, e o nome pelo qual será chamado significará ‘[ADONAI*] é nossa retidão.”
Irmiáhu (Jeremias) 23:5, 6

“E o Meu servo [mashiach descendente de] David será rei sobre todos eles [Judá e Israel],... e habitarão na terra que dei ao Meu servo Jacob,... e Meu servo [mashiach, descendente de] David será seu príncipe para sempre.”
Iechezkel (Ezequiel) 37:24, 25

“Ele [mashiach] construirá o Templo de [ADONAI*], estará coberto de glória e sentará como governante em seu trono”.
“Eis que para ti [filhas de Tsión e Jerusalém] se encaminha teu justo rei, triunfante por suas vitórias, mas ao mesmo tempo comportando-se com humildade”.
Zechariá (Zacarias) 6:13; 9:9

“[Deus] dirá: ‘Eu ungi o Meu rei [mashiach], sobre Tsión, Meu santo Monte.’”
“A teus pés [os do mashiach] se submeterão muitos povos. Teu trono, estabelecido por Deus, é eterno, e retidão é o cetro da tua realiza.”
Tehilim (Salmos) 2:6; 45:7

Na vinda (única) do Rei judeu mashiach, todo o Povo de D’US, os judeus, serão ajuntados na Terra de Israel.

“Naqueles dias, as Casas de Judá e Israel caminharão juntas e sairão das terras do norte e virão à terra que dei por herança a seus pais.”
Irmiáhu (Jeremias) 3:18

“Assim disse [ADONAI*] dos Exércitos: Hei de salvar Meu povo do país do oriente e do país do ocidente! E Eu os trarei para que vivam em Jerusalém; serão Meu povo e Eu serei seu Deus, em verdade e justiça.”
Zechariá (Zacarias) 8:7, 8

“Portanto, diz-lhes: Assim disse [ADONAI*] Deus: Hei de recolher-vos de todos os povos e de todos os países por onde fostes dispersos, e vos tornarei a dar a terra de Israel.”
“Assim disse [ADONAI*] Deus: Quando tiver recolhido a Casa de Israel dentre os povos onde estão dispersos, e os tiver santificado à vista das nações, habitarão em sua própria terra que foi dada por Mim a Meu servo Jacob.”
“Porque assim disse [ADONAI*] Deus: Eis que Eu mesmo buscarei Minhas ovelhas e as reunirei. E as recolherei dentre os povos de sua dispersão, as trarei dos países para onde foram, voltarei a reuni-las em sua própria terra e... saberão que Eu, [ADONAI*], seu Deus, estou em seu meio, e que eles, a Casa de Israel, são o Meu povo – diz [ADONAI*] Deus.”
Iechezkel (Ezequiel) 11:17; 28:25; 34:11, 13, 30

Eles (os judeus, sob o Reino do mashiach,) se empenharão no Conhecimento e Devoção Unificados de D’US, o que resultará em verdadeira e definitiva paz eterna.

“Assim disse [ADONAI*] Deus: Eis que tomarei os filhos de Israel dentre as nações para onde foram, e os reunirei de todas as partes e os trarei de volta à sua própria terra; e farei deles [dos filhos de Israel e dos filhos de Judá] uma nação..., e um só rei [o mashiach] terão, e não serão mais duas nações, nem estarão mais divididos em dois reinos, nem contaminarão mais a si mesmos com seus ídolos, nem com a suas abominações, nem com quaisquer de suas transgressões; em vez disso, Eu os retirarei de todas as moradas onde pecaram e os purificarei... E farei com eles uma aliança de paz, e ela será uma aliança eterna com eles”.
→ Iechezkel (Ezequiel) 37:21-26

Portanto, a meta do Verdadeiro Povo de D’US não é (nunca foi e nunca será) o céu, mas a Terra de Israel.

“Virão a ti [Jerusalém], inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram, e prostrar-se-ão ante as plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; chamar-te-ão ‘A Cidade de [ADONAI*]’, Tsión do Santíssimo de Israel.”
Ieshaiáhu (Isaías) 60:14

“Canta, ó filha de Tsión! Clama, ó Israel! Alegra-te e regozija-te com todo teu coração, ó filha de Jerusalém! [ADONAI*] removeu tuas culpas e afastou [para sempre] teu inimigo. O Rei de Israel, [ADONAI*], está no meio de ti; não temerás mais o mal! Naquele dia se dirá a Jerusalém: ‘Não temas, ó Tsión, nem te desesperes! [ADONAI*], teu Deus, está no meio de ti! O Todo-Poderoso trará a salvação! Ele se rejubilará com tua alegria, manterá silêncio (quanto aos pecados de teu passado) em Seu amor e Se regozijará contigo em canções de alegria!’ Nessa ocasião vos recolherei de onde estiverdes e vos trarei de volta, e farei com que sejais motivo de louvor e de renome entre todos os povos da terra, porque vos farei regressar de vosso cativeiro ante os olhos de todos – diz [ADONAI*].”
Tsefaniá (Sofonias) 3:14-17, 20

“Assim sabereis que Eu sou [ADONAI*], vosso Deus, que habita Tsión, Meu santo Monte! E Jerusalém será uma cidade santa, pela qual não perambularão estranhos. Judá será para sempre habitada, e Jerusalém, por todas as gerações.”
Ioêl (Joel) 4:17, 20

A Terra de Israel será a Sede do Conhecimento e Devoção de Hashem na Terra. Ela se tornará a Capital Espiritual do mundo, de onde emanará o Conhecimento Verdadeiro e a Devoção Correta de D’US. É por meio destes que o mundo inteiro alcançará finalmente a paz absoluta e definitiva para sempre.

“A palavra de [ADONAI*] dos Exércitos veio [a Zechariá], dizendo: Assim disse [ADONAI*] dos Exércitos: Grande é Meu zelo por Tsión, e por ela incendeia Minha fúria. Assim disse [ADONAI*]: Retornarei a Tsión e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém será chamada de ‘Cidade da Verdade’, e a montanha de [ADONAI*] dos Exércitos, ‘Monte Sagrado’. Assim disse [ADONAI*] dos Exércitos: Há de ocorrer ainda, que povos e moradores de muitas cidades virão, falando uns aos outros e dizendo: ‘Apressemos-nos para ir implorar perante [ADONAI*] e buscar [ADONAI*] dos Exércitos! Eu também irei!’ Sim, muitos povos e nações poderosas virão para buscar [ADONAI*] dos Exércitos em Jerusalém e para implorar perante [ADONAI*]! Assim disse [ADONAI*] dos Exércitos: Naqueles dias, 10 homens de diferentes línguas e de todas as nações segurarão a orla das vestes de um judeu, dizendo: ‘Iremos contigo, porque sabemos que Deus está contigo!’”
“Eis que para ti [filha de Tsión e filha de Jerusalém] se encaminha teu justo rei [mashiach... . Eu, Deus,] destruirei qualquer carruagem de guerra... e eliminarei todo cavalo de combate de Jerusalém; será destruído o arco de batalha, e ele [mashiach] falará somente de paz às nações. Seu domínio se estenderá de um mar a outro, e desde o rio (Eufrates) até os confins da terra.”
Zechariá (Zacarias) 8:1-3, 20-23; 9:9, 10

“Palavras proféticas pronunciadas por Isaías ben Amóts, a respeito de Judá e Jerusalém. E ocorrerá no fim dos dias, que [ao] Monte da Casa de [ADONAI*]... afluirão todas as nações. A ele irão muitos povos e dirão: ‘Vinde e ascenderemos à montanha de [ADONAI*], à Casa do Deus de Jacob! Ele nos ensinará Seus caminhos [através do mashiach] e por eles seguiremos, pois de Tsión virá o ensinamento da Torá e de Jerusalém a palavra de [ADONAI*]!’ Ele orientará as causas entre as nações e estabelecerá Suas decisões entre muitos povos. Converterão então suas espadas em arados e suas lanças em foices. E cada nação não levantará contra outra sua espada, e não mais aprenderão a arte da guerra.”
“Um rebento [o mashiach] sairá do tronco de Ishai [Jessé] e um ramo de suas raízes brotará. E sobre ele pousará o espírito de [ADONAI*], espírito de sabedoria e de compreensão, de capacidade de aconselhamento e de fortaleza, de conhecimento e de temor a [ADONAI*]. Não causarão dano e nada destruirão em Meu santo Monte, porque a terra estará repleta do conhecimento de [ADONAI*], como as águas cobrem o mar.”
Ieshaiáhu (Isaías) 2:1-4; 11:1, 2, 9

“Será, então, que chamarão Jerusalém de trono de [ADONAI*], e a ela virão todas as nações para se unirem ao nome de [ADONAI*], em Jerusalém; e não mais se deixarão dominar pela teimosia de seus corações perversos.”
Irmiáhu (Jeremias) 3:17

E será também através do Conhecimento e Devoção de Hashem, enquanto estiver preenchendo toda a Terra, que o pecado estará sendo reduzido, até desaparecer por completo (se o mashiach tivesse que morrer, sua morte não acabaria com o pecado, pois é exatamente estando vivo, que ele conduzirá a Humanidade ao Conhecimento e Devoção de D’US).

“Assim disse [ADONAI*] que tudo faz acontecer; [ADONAI*] que tudo cria e determina - [ADONAI*] é o Seu Nome. Eis que lhe trarei cura e recuperação, hei de curar seus habitantes e revelar-lhes a abundância da paz e a serenidade da verdade. Farei retornar os [dispersos] de Judá e de Israel, e os restaurarei como no passado. Hei de purificá-los de toda a iniquidade que praticaram, pecando contra Mim, e os perdoarei por seus pecados e por suas transgressões contra Mim. E isto será para Mim um renome que significará regozijo, louvor e glória, e assim será também para todas as nações da terra que tomarem conhecimento de todo o bem que lhes fiz, e estremecerão ante a dimensão deste bem e da paz que lhe (a Jerusalém) proporcionarei. Aproximam-se os dias [da vinda de mashiach] – diz [ADONAI*] – em que tornarei realidade a boa palavra que pronunciei em relação à Casa de Israel e à Casa de Judá. Naqueles dias, nesta época, farei com que da semente de David brote um rebento pleno de retidão, que saberá praticar justiça e retidão nesta terra. Naqueles dias, Judá será redimida e Jerusalém viverá em segurança, e o nome pelo qual ela (Jerusalém) será chamada significará ‘[ADONAI*] é nossa retidão’.”
Irmiáhu (Jeremias) 33:2, 6-9, 14-16

“[Na vinda do mashiach, Eu, Deus,] vos [à Casa de Israel] buscarei dentre todas as nações, vos recolherei de todos os países e vos trarei à vossa terra. Então aspergirei sobre vós água limpa, e sereis purificados de todas as vossas impurezas, e de todas as vossas impurezas e idolatrias Eu vos purificarei. ... Porei em vós o Meu espírito, e farei com que saibais seguir Meus estatutos e cumprir Meus juízos. Vivereis na terra que dei a vossos pais;... Sereis purgados de todas as vossas contaminações”.
Iechezkel (Ezequiel) 36:24-29

Na Era Messiânica não haverá mais o mal. A maldade terá desaparecido para sempre. Todos aprenderão e praticarão somente o bem. Não existirá mais o iníquo.

“Até os confins da terra ecoa o ruído [divino], porque [ADONAI*] tem uma controvérsia com todas as nações e um julgamento contra toda a carne; quanto aos ímpios, já os entregou à espada – diz [ADONAI*]. Assim disse [ADONAI*] dos Exércitos: O mal irá de uma nação para outra, e uma grande tormenta se desencadeará dos mais remotos confins da terra. E os que forem abatidos por [ADONAI*] se estenderão neste dia de um extremo a outro da terra; não serão lamentados, nem reunidos, nem sepultados; serão como esterco sobre a face da terra.”
“Eis que estou contra ti, ó iníquo – diz [ADONAI*], o Deus dos Exércitos – pois chegou teu dia, o tempo da tua punição. Os iníquos cambalearão e cairão, e não haverá quem os erga; atearei fogo em suas cidades e ele consumirá todos à sua volta.”
Iechezkel (Ezequiel) 25:31-33; 50:31, 32

“Nações se encaminharão para a tua luz [de Jerusalém], e os reis para o brilho do teu resplendor. Pois a nação e o reino que não te servirem perecerão; estas nações serão de todo arruinadas.”
Ieshaiáhu (Isaías) 60:3, 12; cf. 34:1-3, 8

“[ADONAI*] julgará os povos;... Faz chegar ao fim o mal dos ímpios, e dá firmeza ao justo, Tu que perscrutas as emoções e pensamentos de cada um, ó Deus justo. O perverso concebe iniquidade, fecunda maldade e gera falsidade; sobre sua própria cabeça recairá sua iniquidade, e sobre seu crânio sua violência.”
Tehilim (Salmos) 7:9, 10, 15, 17

“Destruíste povos malévolos e condenaste os ímpios; seus nomes apagaste para todo o sempre. Exterminado foi o inimigo, só ruínas restaram; as cidades destruíste e toda sua lembrança pereceu. Ele [Deus] julgará o mundo com retidão, sentenciará os povos com equidade. Caíram os povos no fosso que fizeram; na rede que estenderam, seu próprio pé ficou preso. [ADONAI*] tornou-Se conhecido, Ele executou a sentença; através de suas próprias mãos, o perverso foi golpeado. Refleti sobre isso. Os ímpios voltarão ao abismo, assim como todos os povos que de [ADONAI*] se olvidam. Levanta-Te, [ADONAI*], para que não prevaleça o malévolo; e sejam por Ti julgados todos os povos.”
→ 9:6, 7, 9, 16-18, 20

“[ADONAI*] reina e reinará para todo o sempre, enquanto exterminados foram os povos que contra Ele se rebelaram.”
→ 10:16

“Tua mão [de Deus] descerá sobre todos os Teus adversários; sim, Tua destra todos eles alcançará. Tu os tornas brasas de uma fornalha incandescente com Tua ira; Tu os destróis, consumidos pelas chamas. Apagas seus descendentes de sobre a terra, sua memória do convívio dos homens.”
→ 21:9-11

“Não me associes aos malévolos e aos iníquos, que... têm maldade no coração. Responde-lhes conforme seus atos e de acordo com a maldade das suas atitudes; retribuí na medida de suas ações, e fá-los receber o que merecem. ... [ADONAI*]... os destruirá e não mais se reerguerão.”
→ 28:3-5

“Saiba que os perversos serão abatidos, mas os que esperam em [ADONAI*], eles herdarão a terra. ... não haverá mais ímpios... Os humildes herdarão a terra e deleitar-se-ão com a paz completa. Os ímpios perecerão e os inimigos de [ADONAI*] murcharão como a relva passageira, e se esvanecerão como a fumaça. Os Seus abençoados herdarão a terra, e os que Ele amaldiçoar perecerão. Os justos herdarão a terra e habitarão para sempre. Os transgressores, porém, serão todos aniquilados e o seu futuro não existirá.”
→ 37:9-11, 20, 22, 29, 38

“Preferiste o mal ao bem, a mentira à verdade. Por isto Deus te destruirá para sempre, te arrancará de tua tenda e te desarraigará da terra onde vives. Os justos assistirão e os temerosos a Deus dirão: ‘Eis o homem que... se fortalece na sua maldade.’”
→ 52:5-9

“Mesmo que [agora] brotem como erva os iníquos e floresçam os malévolos, eles serão, para sempre, destruídos. Teus inimigos, ó [ADONAI*], perecerão,... todos os que praticam iniquidades.”
→ 92:8, 10

“Quanto aos pecadores, eles desaparecerão da terra e não mais existirão iníquos.”
→ 104:35

“[Deus...] certamente destruirá os malévolos.”
→ 145:20

Quanto a questão da Ressurreição, se para o Povo de D’US a vinda do mashiach não está conectada com nenhuma ida para o céu, isso só pode significar que o retorno à vida se dará aqui mesmo na Terra (mesmo os ressuscitados judeus serão todos reunidos na Terra de Israel, junto aos que já estavam vivos: “Assim disse [ADONAI*] Deus: Eis que abrirei os vossos sepulcros e vos tirarei de vossos sepulcros, ó povo Meu, e vos trarei à terra de Israel! E sabereis que Eu sou [ADONAI*] quando tiver aberto as vossas tumbas e vos tiver feito sair dos vossos sepulcros, ó povo Meu! Porei em vós o Meu espírito e vivereis, e vos porei na vossa própria terra; e sabereis que Eu, [ADONAI*], assim determinei e farei cumprir! – diz [ADONAI*].” – Iechezkel (Ezequiel) 37:12-14. Certamente que no céu não existe "sepulcro" e nem “terra de Israel”).
A morte existe aqui na Terra e só pode ser aqui na Terra que ela será destruída, e do mesmo modo, os mortos só existem aqui na Terra e só pode ser aqui na Terra que serão ressuscitados (Ieshaiáhu [Isaías] 25:8; 26:19). Veja o tópico:


Bíblia Hebraica por David Gorodovits e Jairo Fridlin, Editora & Livraria Sêfer.

* Ocorrências do "NOME" (na verdade, da REFERÊNCIA ou ALUSÃO) DO AQUILO INFINITO. ESTE "NOME" é cognominado de “Tetragrama”, “que tem quatro letras”. Estas letras são Y, H, V, H. ESTE "NOME" ocorre 6.823 vezes no hebraico da bíblia Judaica ou Tanach. É necessário saber que não devemos dizer ESTE "NOME", pronunciando-o como escrito. ESTE "NOME" tem de ser pronunciado (na leitura bíblica e de rezas) como ADONAI (= MEU MESTRE). Quando nos referimos ao AQUILO INFINITO pelo Seu "NOME" (REFERÊNCIA/ALUSÃO) Particular (fora da leitura bíblica e de rezas), O chamamos HASHEM (= O NOME).