É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.

É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.
OS JUDEUS SÃO OS QUE SABEM QUEM É JUDEU E QUEM NÃO O É.
É O JUDEU (e não o não-judeu) QUEM DEFINE O QUE É JUDEU E QUEM É JUDEU.

http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216626/jewish/Quem-Judeu.htm


______________________________________________________________________________


[Blog (todo) revisado em 17/10/13.]

"[Em breve,] toda a Terra estará repleta do conhecimento de HASHEM, assim como as águas cobrem o mar."
- Ieshaiáhu (Livro Judaico do Profeta Judeu Isaías) 11:9

A vida é um aprendizado para todos, sem exceção, sempre, e para sempre. E se aprende ou pelo amor ou pela dor.
- O Blog

"O judaísmo identifica-se como um ato de D-us na história da humanidade."
- Herman Wouk

"Os 10 Mandamentos foram uma revelação única na história da humanidade. [Ela foi] ouvida por todo o povo judeu (aproximadamente 3 milhões de pessoas) aos pés do Monte Sinai ... . Israel é o povo que revela a vontade de D-us. Tem por tarefa e objetivo ser o coração da humanidade, uma fonte de vida espiritual para os outros povos."
- Raphael Shammaho

"Feliz é a nação cujo D-us é HASHEM (a nação israelita), o povo que ELE escolheu para Sua propriedade. Pois D-us escolheu (os Filhos de) Yaacov para SI, (o povo de) Israel como Seu tesouro. Feliz é o povo cujo D-us é HASHEM."
- Tehilim (Livro Judaico dos Salmos) 33:12; 135:4; 144:15

"Envia Tua luz e Tua verdade, que elas me conduzam; elas me trarão ao Teu santo monte [o Judaísmo] e ao Teu tabernáculo [a Torá]. Então ... eu Te louvarei ..., ó D-us, meu D-us!"
- Tehilim (Livro Judaico dos Salmos) 43:3, 4

sábado, 15 de agosto de 2015

O que significa exatamente que o Mashiach nasceu em Tishá BeAv (em 9 de Av)?

B"H.

O que significa exatamente que o Mashiach nasceu em Tishá BeAv (em 9 de Av)?

O nascimento do Mashiach é no instante imediatamente posterior à destruição do segundo templo de Jerusalém (Beit Hamicdash), como é descrito no Talmud Yerushalmi (de Jerusalém) e no Midrash de Eicha que quando uma vaca mugiu uma vez o Templo foi destruído e quando de imediato a vaca mugiu novamente nasceu o salvador e libertador de Israel, o Melech HaMashiach. O conceito de "nasceu o libertador de Israel" é lógico dizer que não se refere a um parto ou nascimento biológico, pois não seria então imediatamente "o libertador de Israel", mas refere-se a sua revelação, que agora está pronto para libertar Israel na prática.

(VIENEMASHIAJ.)

Traduzido do espanhol por "Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

Mashiach já.

13 PRINCÍPIOS DO MONOTEÍSMO

B"H.

SEJA UM VERDADEIRO MONOTEÍSTA, SEJA UM NOAÍTA (ing., NOAHIDE; heb., BNEI NOACH)

13 PRINCÍPIOS DO MONOTEÍSMO

Por Rav Ariel Groisman

“É minha convicção certeira que D'us é Um e Único, Criador de tudo e sempre Presente. ELE Sozinho criou, faz e fará tudo o que sustenta o universo” - Princípio de Fé #1 - Rambam

“É minha convicção certeira que D'us é Um e Único, Eterno, não há ninguém nem nada que se assemelhe a ELE. ELE é a Única DIVINDADE” - Princípio de Fé #2 - Rambam

“É minha convicção certeira que D'us não possue matéria, nem tem partes ou elementos. Nada físico O afeta, nem há imagem/figura/forma que O represente” - Princípio de Fé #3 - Rambam

“É minha convicção certeira que D'us é O Primeiro e O Último” - Princípio de Fé #4 - Rambam

“É minha convicção certeira que Só D'us é digno de ser adorado, nada nem ninguém mais merece adoração” - Princípio de Fé #5 - Rambam

“É minha convicção certeira que
todas as palavras dos profetas do Tanach são verdadeiras” - Princípio de Fé #6 - Rambam

“É minha convicção certeira que a profecia de Moshe nosso mestre é verdadeira, que ele é o principal dos profetas, não houve nem haverá outro do seu nível profético” - Princípio de Fé #7 - Rambam

“É minha convicção certeira que toda a Torá que está em nossas mãos é a que foi entregue a Moshe” - Princípio de Fé #8 - Rambam

“É minha convicção certeira que
esta Torá não será nem num ápice modificada nem mudada por outra, nem D'us revelará outra Torá” - Princípio de Fé #9 – Rambam

“É minha convicção certeira que D'us conhece todos os pensamentos e atos dos humanos” - Princípio de Fé #10 - Rambam

“ É minha convicção certeira que
D'us dá o Bem com Justiça, retribuindo com estrita justiça, premiando e sancionando, de acordo com os atos” - Princípio de Fé #11 - Rambam

“É minha convicção certeira que
o Mashiach virá e embora demore o aguardarei todos os dias” - Princípio de Fé #12 - Rambam

“É minha convicção certeira que
haverá resurreição dos mortos quando D'us assim o determinar, e então ELE será conhecido por todos na perpetuidade” - Princípio de Fé #13 - Rambam

Traduzido do espanhol.

Você agradeceu a D'us hoje pela sua comida?

Você agradeceu a D'us hoje pela sua comida?

Recita: "Bendito és Tu, Hashem, nosso D-us, Rei do Universo, que por Sua generosidade nós comemos e graças à Sua bondade nós vivemos."

Sidur.

Mashiach na parashá Reê

B"H

Mashiach na parashá Reê

Na parashá Reê, a Torá começa com uma frase estranha: “Vede! Hoje EU ponho uma benção diante de vocês” (Devarim [Deuter.] 11:26). A benção neste versículo não parece conter nada específico; melhor, é uma declaração completa que expõe todas as bençãos que D'us confere a cada indivíduo. Portanto, em primeiro lugar e mais importante, ela refere-se a maior benção de todas – a vinda de Mashiach. Ao usar o enfático “Vede!”, a Torá está nos dizendo que a Era Messiânica não é algo teórico nem acadêmico, mas sim algo que será evidente aos nossos olhos humanos, o que significa que podemos começar a vê-lo no mundo de hoje. (Dos ensinamentos do Rebe de Lubavitch.)

(VIENEMASHIAJ.)

Traduzido por "Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

Mashiach já.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Pode um Judeu Crer em Jesus?



B"H.

Pode um Judeu Crer em Jesus?

POR ARON MOSS

Pergunta:

Hoje um indivíduo dos "judeus messiânicos" me importunou na praia. Ofereceu-me um novo testamento em iídiche e disse que muitos judeus já foram "salvos" aceitando Jesus como o Messias. Eu o ignorei. Nessa mesma tarde vi um grande anúncio no periódico do mesmo grupo. Minha pergunta é: Pode um judeu crer em Jesus?

Resposta:

Claro que um judeu pode crer em Jesus. Da mesma forma que um vegetariano pode saborear um grosso bife, um ativista da paz pode participar de uma manifestação violenta, e um ditador que prega o auto sacrifício pode se entregar a seus inimigos. Desde que a lógica e a coerência desapareçam, qualquer coisa faz sentido!

Penso que sua resposta a esse missionário foi a melhor — ignorá-lo. O missionarismo não é um fenômeno novo. Certas seitas cristãs creem que seu Messias retornará somente quando os judeus o aceitarem. Através da história, ameaçaram os judeus com morte, tortura e expulsão se não se convertiam ao cristianismo. Recentemente, os missionários apontaram aos mais frágeis de nossa comunidade — os imigrantes, os idosos e os indolentes — em uma tentativa de explorar sua vulnerabilidade. Todas estas tentativas tiveram pouco ou nenhum êxito. Tanto o religioso como o que não o é, os judeus são relutantes a abandonar seu judaísmo.

Então criaram um novo plano. Em lugar de converter os judeus, lhes ofereceriam seguir sendo judeus, e "completar" seu judaísmo aceitando a Jesus. Assim nasceram os "Judeus por Jesus".

Este é um movimento de não judeus que se apresentam como judeus utilizando nomes judaicos. Tem geralmente um membro judeu simbólico, que é invariavelmenteignorante de seu judaísmo no melhor dos casos ou psicologicamente desequilibrado no pior. São impostores.

Todas as religiões são livres para apresentar suas crenças no mercado aberto de idéias. Mas se tem que recorrer a táticas desleais como fazem os "Judeus por Jesus", então é porque não tem nada para oferecer a uma pessoa inteligente.

(JABAD/CHABAD.)

Traduzido do espanhol por "Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

Qual é a prova lógica que há Um Só D'us? [E o que significa que há Um Só D'us?]

B"H.

Qual é a prova lógica que há Um Só D'us?
[E o que significa que há Um Só D'us?]

POR RAV ARON MOSS

Pergunta:
Aceito que algum tipo de “Ser Superior” criou o universo. Mas por que não pode haver muitos desses seres? Existe alguma razão lógica para dizer que há Somente Um D'us?

Resposta:
A definição de D'us é: “UM 'SER' SEM DEFINIÇÃO”. D'us não pode ser definido, porque se eu O defino então eu O limito. E algo limitado não é D'us. Definindo algo, dou limites. Se por exemplo eu defino uma maçã como uma fruta doce redonda que é verde ou vermelha - sei que quando eu encontro uma fruta púrpura comprida, percebo que ela não pode ser uma maçã. Uma maçã se limita a ser redonda, vermelha ou verde. Essa é a sua definição.
D'us não pode ser definido, porque definindo-O você está dizendo que há algo que ELE não pode ser; mas isso não pode ser verdade, porque D'us é ilimitado.
É por isso que só pode haver Um D'us. Porque se você não tem uma definição, não há nada fora de você. Não pode haver “outro”.
Um exemplo: dois países vizinhos só podem ser chamados dois países quando há uma fronteira entre eles. Mas se um país não tem fronteira, se não há um lugar definido onde acaba e o outro país começa, como se pode dizer que há dois países? D'us não tem nenhuma fronteira, então, como pode haver mais de um deus? Onde está o fim do primeiro deus e onde o outro começa, se não existe nenhuma linha divisória entre eles?
O ato de criação é o ato de fazer as fronteiras e desenhar as definições: esta é uma maçã e não uma banana, esta é a terra e esse é mar. A criação tem definições. O CRIADOR não tem uma definição. Isso é o que O faz D'us. E é por isso que só pode haver apenas UM.

Traduzido do espanhol por "Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

(JABAD/CHABAD.)

Os judeus acreditam no pecado?

B"H.

Os judeus acreditam no pecado?

A palavra pecado incita diferentes idéias segundo quem a escuta

Por Yanki Tauber

No caso de dizermos a palavra "pecado", diferentes perfis se evocarão na mente das pessoas. Para os do tipo do "fogo do inferno" a palavra lhes cheira a humilhação e carne queimada...
Aos do tipo "hedonista" lhes soa divertido. Outros pensam que é um conceito totalmente cristão, enquanto que outros o atribuem aos antigos hebreus. Para os Sábios do Talmud, o pecado é, sobretudo, um ato de estupidez. "Uma pessoa peca exclusivamente se um hálito de estupidez penetrou nela" - dizem.
Há alguns anos, eu costumava escrever manuais de instruções para o uso de eletrodomésticos. Esses livretos de 30 páginas que vêm na caixa com os microondas, chaves de fenda elétricas, etc. Era um trabalho muito chato, mas se pagava bem e me permitia escrever enquanto tinha um de meus filhos sentado no meu colo. O melhor era que não tinha que assiná-los.
Certo dia recebi uma carta que me encaminhou uma das empresas para as quais eu trabalhava, enviada por um cliente, e dizia assim: "Senhor, tenho na minha mão o manual que você escreveu e que recebi junto com minha câmera de vídeo. Estou indignado com a sua impertinência e audácia. Esta é minha câmera, que eu paguei com o meu dinheiro. Ela tem muitos botões, teclas e indicadores de luz. Como se atreve a me dizer quais botões apertar e o que fazer com eles? Eu posso apertar qualquer botão ou tocar as teclas a meu gosto. E quanto aos indicadores de luz, posso decidir - eu, e não você - o que é que indicam; e mais, se eu quiser posso ignorá-los. Atenciosamente, um cliente estúpido".
Claro que ele não assinou assim, mas poderia tê-lo feito e seria correto. Não é necessário dizer que não me incomodei em lhe responder.
Os Sábios do Talmud não viram demasiada diferença entre meu cliente tolo e o pecador padrão. Do seu ponto de vista, quando uma pessoa atua contrariamente às instruções de seu Criador, de como deve se viver a vida, seguramente cometerá um ato mau, malvado, egoísta, destrutivo, desafiante, covarde - de acordo com o caso. Mas, acima de tudo, o que estará realizando é algo profundamente estúpido.

Traduzido do espanhol por "Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

(JABAD/CHABAD.)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Creremos no Mashiach quando ele vir?

Crerá o povo no Mashiach quando ele chegar?
De acordo com o Midrash, não necessariamente. Por exemplo, um Midrash assinala que o Mashiach se revelará e depois se ocultará, antes de ser definitivamente reconhecido:
"Quem quer que crê nele e o segue estará contente com comer as raízes da vassoura e folhas de plantas..., enquanto que aquele que não o siga fará amizade com as nações...". Outro Midrash prevê que depois que as nações do mundo se provoquem uma a outra e o rei da Pérsia provoque ao rei da Arábia (acontecimentos que evocam as recentes revoltas no mundo e as guerras do Golfo), o rei messiânico se parará sobre o teto do Beit HaMikdash e informará a Israel: "Humildes, é chegado o tempo de vossa redenção!!" É óbvio que estas palavras não podem ser entendidas literalmente, como a continuação do Midrash o esclarece: "Se não crês, olhe Minha luz que EU faço brilhar sobre vós". Em outras palavras, o Mashiach encontra descrença e então mostra a Israel certo tipo de luz. Nas palavras do Midrash: "Nesse momento D'us faz brilhar a luz do rei Mashiach e de Israel". E esta luz que abrirá nossos olhos é a luz que estamos esperando.

(VIENEMACHIAJ.)

Traduzido do espanhol por "Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

Mashiach e a paz mundial definitiva

Uma das profecias da era Messiânica mais atraente e emocionante é a paz mundial. Os profetas descrevem um estado de coisas em que o povo judeu terá plena soberania e tranquilidade em sua pátria, a Terra de Israel, e que todas as outras nações do mundo também estarão em paz. Mas, parece que uma era como esta já foi experimentada – se bem que de maneira temporária – durante o reino do Rei Salomão, quando um rei sábio e justo foi capaz de aconselhar e de unir a todo o mundo em paz. Mas, o estado idílico somente durou os quarenta anos do reinado de Salomão. O que será diferente durante a era Messiânica para que permita que isto perdure?
Há duas posições que uma pessoa pode assumir contra o mal. Uma é simplesmente se distanciar do mal, enquanto que a outra é detestar o mal com todo o nosso ser, devido a nosso intenso amor pelo bem. O não detestar o mal permite que um sutil vestígio do mesmo possa continuar. Este mero potencial pode permanecer em estado de hibernação até que chegue um momento que esteja maduro para que emerja. Durante o tempo do Rei Salomão, o bem que se irradiava do Rei e do Templo Sagrado em Jerusalém era tão intenso que causou a suspensão da negatividade em todo o mundo. Mas não havia luz suficiente para vencer completamente o lado osbcuro. Os tiranos e os opressores do mundo antigo – e as sociedades corruptas que eles governaram – se abrandaram, mas não foram transformadas. Assim, depois da morte do Rei Salomão e do cisma da nação Israelita, o mal que estava temporariamente reprimido voltou a emergir. Na era Messiânica, o bem e a santidade que se irradiaram serão tão concretos que a negatividade se fundirá ao seu passo, transformando de maneira permanente a negatividade e convertendo o mundo num lugar de completa piedade e bondade.

(VIENEMASHIAJ.)

Traduzido do espanhól por "Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

domingo, 14 de junho de 2015

Messianismo, messiânico, meshichista. É o judaísmo uma "seita messiânica"?

Ocupar-se tanto no tema da redenção e da vinda do Mashiach não desprende um pouco de cheiro de seita messiânica?
Vivemos em uma geração de "slogans", nem sempre com um significado claro. A palavra "messiânico" sai de nós, os judeus, a diferentes contextos e a certos círculos e se transforma em uma palavra grosseira. Esta confusão conceitual se acentua ainda mais com o fato, que grupos evangelizadores, missionários cristãos se autodefinem como "judeus messiânicos", e como consequência a palavra "messiânico" adquiri um som não judaico. Por isso, deixemos de lado os "slogans" e falemos da essência do conceito. A fé na redenção-libertação universal que chegará através do Mashiach é um dos princípios do judaísmo. Todo o Tanach está cheio de profecias sobre a redenção. Maimônides a enumera como o princípio número 12 dos 13 princípios da fé judaica. Os livros de rezas judaicas tem incrustado do princípio ao fim orações e pedidos pela redenção. Os sábios da Torá Oral transmitem que uma das perguntas que recebe a pessoa quando chega ao "mundo da verdade" é: "Aguardaste a salvação?" Assim também afirma o Talmud: "É obrigação do judeu trabalhar para a aceleração da redenção e para a construção do terceiro Beit HaMikdash, e quem não viveu a reconstrução em seus dias é como se houvesse destruído durante sua vida."
Se isto é "messiânico" ou "messianismo", pois então o judaísmo é uma "religião" muito messiânica.
O fato que utilizam a palavra "Messias" (Mashiach) com usos imprópios, começando pelo cristianismo que argumenta que quem gerou sua religião era um "messias", e seguindo pelos falsos messias que surgiram ao longo das gerações e trataram de anular distintas mitsvot com o argumento que o messias já veio, e finalizando com grupos nas últimas gerações que buscaram tomar para si mesmos as missões do messias e gerar eles mesmos a redenção; não há em tudo isto algo como para desapropriar do judaísmo o conteúdo original e real do conceito.
Nós judeus cremos na vinda do Mashiach, aguardamos sua chegada, elevamos orações para terminar com os "cheblei Mashiach", as dores de parto que estamos vivendo e estamos obrigados a tudo para revelar a redenção e produzir que ela venha com facilidade e alegria.

(VIENEMASHIACH.)

Traduzido do espanhol por
"Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

quinta-feira, 11 de junho de 2015

É NECESSÁRIO QUE O PROFETA ELIAHU (ELIAS) ANUNCIE A REDENÇÃO OU QUE OCORRA A GUERRA DE GOG E MAGOG?

PROFECIAS DO TANACH

É NECESSÁRIO QUE O PROFETA ELIAHU (ELIAS) ANUNCIE A REDENÇÃO OU QUE OCORRA A GUERRA DE GOG E MAGOG?

Como sabemos, Eliahu HaNaví (o Profeta Elias) anunciará a chegada do Mashiach, conforme o versículo: "Eis que vos mandarei o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia de Hashem." (Malachi [Malaquias] 3:23). Como dizemos no Bircat HaMazon (a Benção após as refeições): "Que O Misericordioso nos envie Eliahu, o Profeta, e que nos traga boas notícias, salvação e consolo."
Outro acontecimento vinculado com a redenção é a terrível guerra de Gog e Magog, que livraram muitas nações, com a batalha decisiva tendo lugar sobre as montanhas de Israel (Iechezkel [Ezequiel] Capítulos 38 e 39). Estes dois temas suscitam muitas perguntas: Quando chegará Eliahu? Ele anunciará a iminente chegada do Mashiach ou começará a desempenhar seu papel mais tarde? Como se libertará a guerra de Gog e Magog? E que papel desempenhará o povo judeu sobre ela?
Os midrashim apenas rondam o mistério e oferecem diferenças de opinião. É por isso que os que baseiam suas predições nestas fontes chegam a "livretos" muito contraditórios. Como acontece com qualquer tema, o enfoque correto se encontra na halachá (lei judaica).
Maimônides oferece uma solução clara nos desestimulando de se aprofundar nestas áreas, já que não são essenciais para a redenção e carecemos de informação suficiente para entendê-las.

Para Maimônides a definição de fé na chegada do Mashiach está expressada unicamente na aparição de um líder descendente do Rei David que cumpra as leis correspondentes a redenção. Todos os outros conceitos, como o anúncio do profeta Eliahu e a guerra de Gog e Magog, se sucederão, mas as suas formas e variáveis são secundárias e irrelevantes à verdadeira fé em sua chegada.

Texto extraído do livro La Era Mesiánica.
Copyright © Editorial Kehot Lubavitch Sudamericana.

(Vienemashiaj.)

Traduzido do espanhol por
"Bnei Noach"/"Noahides"/"Noa[rri]das" estudando a bíblia JUDAICA ou Tanach (obviamente, de acordo com o Judaísmo).

algumas respostas aos Bnei Noach acerca de sua observância religiosa

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

CURSO DE FORMAÇÃO PARA BNEI NOACH



B"H.

Prezados Bnei Noach

Divulgamos a todos Bnei Noach e pedimos para divulgarem a respeito do Curso do Gal Einai no Brasil de formação para Bnei Noach.
Que proporcionará ao participante aprender os aspectos mais básicos de uma Fé autenticamente Monoteísta e Significativa.

O conteúdo do Curso será:

1 - A relação entre D"us e a humanidade pela visão da Cabalá.
2- Interpretando a Bíblia através da Numerologia.
3- A Torá e a interpretação das escrituras sagradas.
4- Os profetas e suas profecias, e,
5- A relação Bnei Noach X Povo Judeu.

Realizado pelo Rabino Yacov Gerenstadt.

Serão necessários dois Domingos:

22/02/2015 e 01/03/2015.
das 15:00 as 19:00.

Local: Auditório da Livraria Cultura do Shopping Market Placet. ( ao lado da Estação Morumbi da CPTM  ).

AV. DOUTOR CHUCRI ZAIDAN, 902 - VILA CORDEIRO, SÃO PAULO, 04795-100

O custo é estipulado pelo próprio Participante.

Será obrigatório o preenchimento do formulário de Dados Cadastrais.

Qualquer duvida estou a disposição.
tel.: 11 - 5049 2311

Cordialmente.
Rafael Kadosh .'.
Instituto Gal Einai no Brasil

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Messiânicos não são judeus. Mas são o que então?


Por Dor Leon Attar






Quem define o que é judeu e o que é judaísmo, obviamente, é o judeu. Os judeus declaram que os messiânicos não são judeus. Mas se os messiânicos não são judeus, são o que? ORA, CRISTÃOS. 
Cristão ou messiânico é aquele que acredita em Jesus ou Yeshua. A crença em Jesus ou Yeshua não faz parte do Judaísmo, legítimo, autêntico (e assim também a crença em Jesus ou Yeshua não faz parte do noaísmo (movimento Bnei Noach), não é parte dos Princípios de Fé dos (verdadeiros) Bnei Nôach. Portanto, todo e qualquer messiânico que se declara judeu e também todo e qualquer messiânico e cristão que se declara Bnei Nôach é um falso, um mentiroso, um enganador.


__________________________________________________________





"O Judaísmo é Messiânico???"

Por Moré Gilberto Venturas


"Se Messias em Grego é Cristo, Messiânico quer dizer... Cristão! Certo?
E o que define uma religião como messiânica ou cristã?
A centralidade que o Messias ocupa em sua doutrina.

No caso das religiões messiânicas - cristãs - o Messias é o ponto central, pois é através dele que se obtém o perdão dos pecados e a salvação.

No caso do judaísmo o Messias deve ser somente uma consequência de nossa elevação espiritual - cumprimento dos mandamentos - e retorno ao Eterno, ocupando portanto, um lugar muito menos central do que ocupa nas religiões messiânicas - cristãs.

É por isso que eu costumo dizer:
Apesar do conceito do Messias ser judaico, o judaísmo não é messiânico!

Concluo afirmando minha amizade por todos os irmãos de todas as religiões e crenças, que independentemente das diferenças, compartilham conosco do desejo de encontrar a Verdade e de Fazer o Bem! 

Aproveito também para repudiar a onda de agressões aos irmãos messiânicos e vice e versa, que estão buscando, de modo sincero, o seu caminho, apesar das divergências que tenho com algumas ideias dos mesmos."


quarta-feira, 21 de maio de 2014

É o "novo testamento", a nova aliança descrita pelo profeta Yirmiyáhu?

Por Judeus para o Judaísmo


O que o profeta judeu Yirmiyáhu (Jeremias) disse sobre a Nova Aliança?


Explicando porque o Novo Pacto profetizado em Yirmiyáhu 31 não é o ‘'novo testamento.’’ 

Embora tenham fracassado com os Judeus conhecedores da Torá, os missionários por outro lado têm tido relativo sucesso na conversão de Judeus assimilados. A estratégia deles é mostrar que na própria Bíblia Judaica, existem evidências da ‘’messianidade’’ de Jesus. Uma das profecias encontradas em nossa Bíblia é intencionalmente corrompida para se fazer acreditar que D'us anunciou a criação do ‘’novo testamento.’’

No livro do profeta judeu Yirmiyáhu (Jeremias), capítulo 31, encontramos uma passagem onde D'us fala da criação de um Novo Pacto. O cristianismo insiste que esse novo pacto foi concluído com a morte de Jesus, e somente através dele os Judeus podem encontrar salvação.

"Isto é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados." (Mateus 26:28)

O autor do livro de Hebreus vai mais longe ainda, e dá origem à divisão cristã entre Novo e Velho Testamento.

"Chamando nova esta aliança, ele tornou antiquada a primeira; e o que se torna antiquado e envelhecido, está a ponto de desaparecer." (Hebreus 8:13)

A intenção do autor é clara. Com a morte de Jesus, uma nova aliança foi criada, deixando a velha aliança, a Torá, ultrapassada e fadada a desaparecer. Mas ao analisarmos a profecia de Yirmiyáhu conseguimos enxergar a falsidade desse argumento e a verdadeira mensagem de D'us ao povo Judeu.

A profecia começa anunciando a criação dessa nova aliança:
"Aproximam-se os dias - diz ADONAI - quando estabelecerei um novo pacto com a Casa de Israel e com a Casa de Judá." (Yirmiyáhu 31:30)

D'us anuncia claramente a criação de uma nova aliança, ou um novo pacto com o Povo Judeu. O fato de existir um novo pacto, não implica de forma alguma a anulação do pacto anterior. Por exemplo, vemos na história de Noé que D'us fez um pacto com ele e seus filhos. A seguir D'us então faz um novo pacto com Abraão, depois com Isaque e novamente com Jacó. Quando o povo Judeu se encontrou com D'us no Monte Sinai, D'us fez um novo pacto com eles, e depois com David e Salomão. Nenhum desses pactos anulou o anterior nem os tornou obsoletos. Paulo mesmo argumenta na carta de Gálatas capítulo 3, que se um pacto feito entre homens não pode ser anulado, muito mais então um pacto ratificado por D'us.

Portanto a nova aliança anunciada por Yirmiyáhu não implica na anulação dos pactos anteriores. Conseguimos ver também, ainda nesse primeiro verso, um ponto que contraria a teoria cristã. No final do versículo, está escrito que essa nova aliança seria feita com a "Casa de Israel e com a Casa de Judá".
Sabemos que o reino de Israel foi dividido entre essas duas Casas, e que a Assíria exilou a Casa de Israel, que desapareceu completamente. De acordo com o profeta, essa nova aliança vai ser feita quando Israel for restaurado e as duas Casas retornarem. Isso torna impossível que essa aliança tenha sido feita com a morte de Jesus, pois nos seus dias a Casa de Israel estava completamente perdida e a de Judá espalhada pelo mundo.

No próximo verso vemos os cristãos, mais uma vez, alterando as Escrituras.
"Não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para retirá-los do Egito, pois violaram Minha aliança apesar de EU ser o Seu D'us e os haver desposado - diz ADONAI." (Yirmiyáhu 31:31)

Aqui está uma passagem interessante que os cristãos tentaram apagar. D'us acusa o povo Judeu de ter quebrado a aliança com Ele, "apesar de EU os haver desposado". Ou seja, apesar de estarmos "casados" com D'us quebramos nosso pacto com Ele. O pecado que causou isso, diz Yirmiyáhu, foi a idolatria. Sabemos que a Torá compara o pecado da idolatria com o adultério. Pelo fato de estarmos casados com D'us e seguirmos outros deuses, estamos traindo nossa relação e quebrando portanto nossa aliança.

Mas agora vem o problema que incomoda os cristãos. Se abrimos o livro de Yirmiyáhu no capítulo 3, encontramos a passagem mais triste mas também mais bela de todo o livro. Veja que mensagem fantástica o profeta nos traz:

"Se um homem se separar de sua mulher, e ela se tornar mulher de outro homem, poderia o primeiro marido voltar a se unir a ela? Não provocaria isto a condenação de toda a terra? Tu, entretanto, te prostituíste com muitos amantes e te propões agora a voltar para MIM? - diz ADONAI. Vai e proclama ao norte estas palavras: Retorna, ó apóstata Israel - diz ADONAI. - Não te renegarei porque sou misericordioso! - diz ADONAI. - Não permanecerei eternamente rancoroso. Retornai, ó filhos rebeldes, e EU curarei a vossa infidelidade! [Dizei:] 'Eis-nos aqui! Viemos a TI, pois TU és ADONAI, Nosso D'us!' " (Yirmiyáhu 3:1, 12-14, 20, 22)

Eu uso essa passagem para mostrar aos cristãos que a graça de D'us não foi dada com o ‘’novo testamento’’, ou com a morte de Jesus, e sim aqui em Yirmiyáhu capítulo 3. Presta atenção nas palavras do profeta. Ele abre o verso dizendo que, se um homem divorcia sua mulher, e ela se casa com outro, ele, o primeiro marido, não pode querer voltar a viver (amorosamente ou conjuntamente) com ela (já que agora ela está com outro). Apesar disso, D'us diz, mesmo que uma mulher traía seu marido, assim como vocês Me traíram, e se separe dele assim como vocês se separam de Mim, e case com outros assim como vocês se casaram com outros deuses. Ela casada com outro não pode voltar a se relacionar como era antes com seu primeiro marido, mas vocês, ainda assim, "retornai para MIM, diz ADONAI". Ainda assim, a abundante graça de D'us permite, que acima de toda lógica, as portas estarão sempre abertas para nós.

Por isso o autor do livro de Hebreus não quis que o verso indicasse que quebramos a aliança, apesar de estarmos casados com D'us. Ele sabia que isso indicava que a possibilidade de retorno ainda era possível, então ele altera o verso: 
"Não como a aliança que fiz com os seus pais no dia em que os tomei pela mão para tirá-los da terra do Egito. Como eles não permaneceram fiéis ao pacto, Eu me desinteressei deles, diz o Senhor."
(Hebreus 8:9 citando Yirmiyáhu 31:32)

Sem ninguém notar, o autor do livro de Hebreus remove a frase "apesar de Eu os haver desposado" e substitui por "Eu me desinteressei deles". Vocês quebraram o Meu pacto, Eu perdi o interesse em vocês e vou fazer um novo pacto então com outro povo. Essa é a mensagem que o livro de Hebreus quer transmitir. Dessa forma o ‘’Velho Testamento’’ se torna obsoleto, e o interesse de D'us por Seu povo desaparece. Abrindo assim as portas para um ‘’novo testamento’’ com um novo povo, ‘’D'us nos livre.’’

Obviamente que essa proposta do ‘’novo testamento’’ é derrubada por uma promessa feita por D'us.

"Com um pouco de ira escondi a Minha face de ti por um momento; mas com bondade eterna me compadecerei de ti, diz ADONAI, o teu Redentor. Porque isto será para Mim como as águas de Noé; pois jurei que as águas de Noé não passariam mais sobre a terra; assim jurei que não me irarei mais contra ti, nem te repreenderei. Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a Minha bondade não se apartará de ti, e a Minha aliança de paz não será removida, diz ADONAI que se compadece de ti." (Yeshayáhu [Isaías] 54:8-10)

Mas mentira não é a prova de balas e os cristãos ainda têm mais alguns problemas com a profecia. Nos versos seguintes o profeta explica qual é a nova aliança.

"Pois este é o pacto que farei com a Casa de Israel após aqueles dias - diz ADONAI: Farei com que internalizem Minha Torá em todo o seu ser e a gravarei em seu coração; serei seu D'us e eles serão Meu povo. Não mais precisarão sugerir, cada um a seu vizinho e cada um a seu irmão: 'Reconhece a ADONAI', pois todos já ME conhecerão, do mais humilde ao mais destacado - diz ADONAI - pois perdoarei sua iniquidade e não mais lembrarei seu pecado." (Yirmiyáhu 31:32, 33)

No dia em que a nova aliança for estabelecida, com a restaurada Casa de Israel, a Lei de D'us vai ser inscrita no coração de todos os judeus. Repare no último verso que diz "todos Me conhecerão". Todos os judeus estarão reunidos em Israel e todos terão a preocupação de conhecer a ADONAI pela Sua Torá. E além disto, sabemos também que uma das profecias messiânicas mais esperadas diz: 



‘’O mundo inteiro vai conhecer a D'us.’’

Na era messiânica D'us vai se revelar no mundo com nunca antes. Portanto depois de todo o judeu do mundo reconhecer ao Seu Próprio D'us, então, também ocorrerá que "a Terra se encherá do conhecimento da glória de ADONAI, como as águas enchem o mar." (Chavacuc [Habacuque] 2:14)



Isso apresenta um problema teológico enorme para os cristãos. Se a nova aliança foi criada com a morte de Jesus na cruz, como afirma o ‘’novo testamento’’, porque gastar fortunas enviando missionários pelo mundo? Pois, de acordo com o cristianismo, existem dois bilhões de muçulmanos e quase um bilhão de hindus que não conhecem a D'us. Sem contar o crescente número de ateus e pessoas de outras religiões. Ah, e os Judeus, é claro. Mas se a profecia se cumpriu e a nova aliança foi estabelecida, então o mundo inteiro já conhece a D'us, as outras religiões não existem e missionários são desnecessários.

Fica claro porque a nova aliança anunciada por Yirmiyáhu não é o ‘’novo testamento’’, e sim, um pacto futuro que D'us fará com Israel, onde nunca mais seremos exilados e Jerusalém jamais será destruída novamente e todos (nós, judeus, sem exceção) observaremos a Torá. 

Devermos ser firmes em nossa aliança com D'us e aprender que a verdadeira graça de D'us está em Seu enorme amor por nós.




Veja também

e

A Nova Aliança

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Série: Tanach, machista? As mulheres no Tanach. "O processo de redenção do povo de Israel se iniciou antes de Moshé, com Yocheved, Miriam e Bitia"

O processo de redenção do povo de Israel se iniciou antes de Moshé, com Yocheved, Miriam e Bitia

Série: Tanach, machista? As mulheres no Tanach.




Rabi Munk, Elie,The Call of the Torah

Rabi Weissman, Moshe,The Midrash Says




Fonte: Revista Morasha, Edição 83 - abril de 2014





O Seder de Pessach é o mais comemorado dos rituais judaicos. A Hagadá lida nessa cerimônia relata o nascimento do Povo de Israel: a escravidão no Egito, o decreto de genocídio contra os recém-nascidos judeus de sexo masculino, as pragas e os milagres. A libertação de nosso povo, que é o tema central da festa de Pessach, ocorreu graças aos heroísmo e coragem de três mulheres.



A história que  a Hagadá transmite é relatada pelo segundo livro da Torá, Êxodo. O relato é bastante famoso: ao longo dos séculos, serviu como fonte de inspiração para milhões de pessoas, judeus e não judeus.  A história da escravidão e libertação do Povo Judeu toca a alma e gera grandes emoções – fascina e inspira. É uma lição sobre sofrimento e esperança, desafios e triunfos, milagres e maravilhas, heróis e vilões.

Seus protagonistas são famosos: Moshé Rabenu – o maior profeta e líder judeu de todos os tempos – e seu irmão e companheiro, Aaron – o primeiro Cohen Gadol, Sumo Sacerdote e pai de todos os Cohanim. Há na história muitos heróis anônimos: líderes judeus que sofreram para proteger e preservar o Povo de Israel no Egito.

Seus antagonistas são também lendários. O maior deles é o próprio rei do Egito, o Faraó. Mas ele não age sozinho. Conta com poderosos feiticeiros e astrólogos e com conselheiros que o auxiliam na execução de seus planos malévolos: a escravidão dos judeus e, posteriormente, o extermínio dos meninos e a assimilação das meninas.

O decreto de atirar os recém-nascidos judeus no  Nilo se deve a uma previsão feita por esses astrólogos. Eles relataram a Faraó que nasceria um menino que  seria o libertador do Povo Judeu, mas que viria a falecer “por meio da água”.

Isso, de fato, ocorreu: a porção de Chukat, no quarto  livro da Torá, Bamidbar - Números, relata o famoso incidente que selou a decisão do Eterno de que Moshé não entraria na Terra de Israel. A Torá conta que, com o falecimento de Miriam, D’us fez com que a Fonte de Miriam desaparecesse para que os Filhos de Israel percebessem que a milagrosa fonte da qual fluía água  em abundância, e que os acompanhara, até então, em sua longa caminhada pelo deserto, havia sido provida por D’us, pelo mérito de Miriam.

Ao chegarem a Kadesh, no deserto de Zin, onde  não há água, os Filhos de Israel, desesperados,  clamam a Moshé. D’us então lhe ordena: “Toma o cajado e reúne a congregação, tu e Aaron, teu irmão, e falareis à rocha diante de seus olhos; e dará as suas águas, e tirareis para eles águas da rocha e dareis de beber à congregação e aos seus animais”. A Torá relata que  Moshé tomou seu cajado e, com seu irmão Aaron, congregou o povo diante da pedra. “E Moshé levantou sua mão e feriu a rocha duas vezes com seu cajado,  e saiu muita água, e a congregação e seus animais beberam”. Mas, a ordem que D’us dera a Moshé era  que falasse com a pedra, não que nela batesse. Por ter violado tal ordem Divina, D’us decreta que ele e seu irmão Aaron faleceriam no deserto, não tendo, pois, o mérito de adentrar a Terra Prometida.

Os astrólogos egípcios vislumbraram a consequência de tal incidente. Já que o calcanhar de Aquiles do grande salvador dos judeus era a água, aconselharam o Faraó a lançar todos os recém-nascidos judeus nas águas do Nilo. Essa seria a única forma de garantir a morte do líder judeu, cujo nascimento era iminente. Faraó seguiu o conselho de seus astrólogos e conselheiros. Moshé foi, de fato, jogado no Nilo, mas sobreviveu ao decreto de genocídio e foi o agente Divino responsável pela redenção do Povo Judeu.

Na realidade, o processo de redenção de nosso povo se iniciou antes do seu nascimento, por meio de três mulheres: Yocheved, Miriam e Bitia.

O Livro de Êxodo conta que duas parteiras judias se recusaram a acatar o decreto genocida do Faraó. Segundo a Torá, “as parteiras temeram a D’us e não fizeram conforme o que o rei do Egito lhes dissera, e elas causaram com que os meninos vivessem” (Êxodo 1:17).

A Torá relata que as duas parteiras eram chamadas de Shifrá e Puá. O Talmud revela suas verdadeiras identidades: Yocheved, esposa de Amram, e sua filha Míriam, que,  com apenas cinco anos, ajudava a mãe em seu trabalho. Conta o Midrash que, ao ouvir a ordem do Faraó de que todo menino hebreu recém-nascido devia ser jogado no Nilo, Míriam se revolta e diz: “Que rei mais malvado! Pobre de ti quando D’us for te punir”. Só a insistência de Yocheved em afirmar que Míriam era apenas uma criança salvou sua vida da fúria do rei do Egito.  
Por “temer a D’us”, as parteiras não só desobedecem as ordens do rei como passam a acudir os recém-nascidos, alimentando-os e escondendo-os. A Torá nos revela que D’us as recompensou por tal ato heroico de desobediência: “D’us construiu Casas para elas”. O Talmud explica que essas casas não foram habitações físicas, e sim, dinastias. Yocheved se tornou a mãe dos Cohanim e Levi’im e um dos descendentes de Miriam foi o Rei David, o maior monarca judeu (Sotá, 11b). Além disso, foram recompensadas por meio do nascimento de uma criança que mudaria a história do mundo. Por ter salvado os filhos de outras famílias judias, Yocheved deu à luz à maior alma que já veio ao mundo: Moshé Rabenu.

Mas o nascimento do maior profeta e líder judeu também se deve à sua irmã, Miriam. Quando o Faraó decretou que todo recém-nascido judeu seria atirado no Nilo, Yocheved e seu marido, Amram – líder do Povo Judeu à época –, se separaram, pois decidiram que era preferível não ter mais filhos a arriscar que Yocheved desse à luz a um menino, que seria morto no Nilo. Foi Miriam quem os convenceu do contrário, dizendo: “Pai, seu decreto é mais severo do que o do Faraó! Ele só decretou contra os meninos, seu decreto estende-se a todas as crianças, meninos e meninas”. Ela, que era uma profetiza, prometeu aos pais que eles teriam um filho que seria o salvador do Povo Judeu (Sotá, 12b-13a).

Mas há ainda uma terceira mulher responsável pela redenção de nosso povo. Seu nome: Bitia, a filha do Faraó. A Torá relata que, no dia em que Moshé foi posto em um cesto e jogado no Nilo, Bitia foi banhar-se no rio. Ela vê um cesto e um menino que se encontra nele, que chora. Apesar de estar ciente de que se trata de uma criança judia que havia sido lançada ao Nilo devido às ordens de seu pai, a princesa o salva. Relata a Torá: “Ela teve piedade dele e disse: ‘Este é um dos meninos hebreus’ ” (Êxodo 1:6).

Salvar a vida da criança significaria desobedecer a um decreto real. Isso é algo que se poderia esperar de um judeu, não de um egípcio – muito menos de um membro da família real – a própria filha de Faraó.
É notável que Bitia não estivesse só quando tomou essa decisão. Ela se encontrava na companhia de sua serva. Portanto, corria o risco de que seu ato se tornasse de conhecimento público, chegando aos ouvidos reais. Mas nem isso a fez titubear.

Após Bitia ter salvado Moshé do Nilo, ocorre algo extraordinário. Miriam, que havia profetizado que seu irmão seria o salvador dos judeus, permaneceu às margens do Nilo, observando a cesta onde se encontrava a criança. Miriam sabia que seu irmão não pereceria no Nilo. Quando ela vê que a filha de Faraó o recolhera, pergunta a Bitia: “Devo chamar uma mulher judia para amamentar a criança para você?”. “Vai”, responde Bitia. Miriam chama Yocheved e a mãe adotiva da criança diz à verdadeira mãe: “Leva esta criança e a amamenta para mim. Eu te pagarei por isso”.

Tal episódio evidencia a fé e coragem de Miriam. Ela nunca perdeu as esperanças de que seu irmão sobreviveria para salvar seu povo. Miriam tem a audácia de propor à própria filha de Faraó um plano para salvar um menino judeu. Ela sugere que Yocheved, a verdadeira mãe de Moshé, aja como se estivesse amamentando uma criança egípcia até que Bitia possa adotá-lo. Três mulheres – Yocheved, Miriam e Bitia – conspiram para salvar a vida de Moshé do decreto genocida de Faraó.

A Torá, então, nos conta que após o período de amamentação, Yocheved “o trouxe à filha do Faraó e ele foi para ela como filho...” (Êxodo, 2:10).

Apesar das ordens do pai, o poderoso rei do Egito, Bitia adota a criança e a cria no próprio palácio do Faraó – o arqui-inimigo de nosso povo. E o cria como filho. É ela quem dá ao menino o nome de Moshé. Ensinam nossos Sábios: o maior de nossos profetas possuía vários nomes, inclusive aquele dado por seus pais quando nasceu, Tuvia. Mas, na Torá, D’us sempre o chama de Moshé – em reconhecimento à mulher que o salvou e criou. É interessante que o Livro das Crônicas se refere a Moshé como “ben Bitia” – filho de Bitia. Isso porque, apesar de não ter sido sua mãe biológica, a filha do grande vilão da história, salvou, educou e amou Moshé.

Em recompensa por seu heroísmo, ela foi imortalizada pela Torá. Não sabemos qual foi o nome dado a ela quando nasceu: a Torá a chama de Bitia, que significa “filha de D’us”, pois como ensina o Midrash: “D’us disse a ela: ‘Você adotou um filho e o chamou de Moshé, que significa ‘filho’ em egípcio. Eu farei o mesmo: Eu a adotarei e a chamarei de Minha filha’”. 

Bitia foi a única egípcia a não ser atingida pelas Dez Pragas. Além disso, ela foi um dos pouquíssimos seres humanos a adentrarem o Mundo Vindouro sem ter falecido. Graças a seu heroísmo e generosidade, além de ser chamada de “filha de D’us” e ser considerada a mãe de nosso maior profeta, ela triunfou sobre o maior desafio da humanidade – a morte. Tal graça Divina não foi concedida nem mesmo a Moshé.

O que Yocheved, Miriam  e Bitia nos ensinam

A palavra Torá advém de Hora’á – ensinamento. A Torá não é um livro de histórias, e sim, uma obra de autoria Divina que contém lições para todo o Povo Judeu, em todas as gerações. O heroísmo de Yocheved, Miriam e Bitia serve de exemplo para todos nós. A essas três grande mulheres, nós, o Povo Judeu, devemos nossa liberdade e todas as bênçãos que advieram dela – a Revelação no Monte Sinai, o recebimento da Torá e a Terra de Israel. Mas além de terem desempenhado um papel fundamental na história de nosso povo e da humanidade, essas três mulheres ensinaram lições que, decorridos mais de três milênios, continuam a reverberar. Elas nos ensinaram que mesmo quando há escuridão e maldade no mundo, cabe ao ser humano desafiá-las ao gerar luz e promover a bondade. 

A coragem de Yocheved, Miriam e Bitia serve de argumento contra todos aqueles que alegaram ter feito o mal porque não lhes foi dado escolha – porque tinham a obrigação de seguir ordens. O ato de Bitia ao salvar Moshé Rabenu rechaça os argumentos apresentados pelos nazistas nos Julgamentos de Nuremberg.

Das três heroínas de Pessach,  Bitia é quem nos ensina mais lições, entre elas, a de que não se deve julgar outros seres humanos por motivo  de nacionalidade, etnia ou religião.  A salvação do Povo Judeu ocorreu por meio de uma mulher que, além de egípcia – membro do povo que nos escravizava e nos assassinava –, era a própria filha do líder antissemita da época. Foi a filha de um homem responsável por uma campanha de genocídio contra os judeus quem adotou, educou e protegeu nosso maior líder e profeta – aquele que não apenas liderou a libertação do Egito, mas trouxe a Torá dos Céus à Terra e conduziu nosso povo à nossa Pátria ancestral e eterna – Eretz Israel.

Há ainda outra lição a se aprender  de Yocheved, Miriam e Bitia:  a de que, cedo ou tarde, D’us recompensa abundantemente a bondade, a coragem e a generosidade.

A Torá nos ensina que o Todo Poderoso tem grande afeto por aqueles que cumprem Sua vontade, apesar da oposição e das ameaças daqueles que desejam disseminar o mal e a escuridão pelo mundo.  É nos momentos mais difíceis, de maior escuridão, que a luz brilha mais forte e que a bondade e a coragem se tornam mais aparentes.

Pessach é a festa da liberdade. Ensina o judaísmo que o verdadeiro significado da liberdade é o livre arbítrio: o poder de escolher o bem e rejeitar o mal, independentemente de qualquer fator ou circunstância.

As três heroínas da história de Pessach não apenas corroboram o ensinamento de nossos Sábios de que a redenção de nosso povo ocorreu graças às mulheres, mas elas também personificam os temas da festa mais celebrada pelos Filhos de Israel: a liberdade, a desobediência ao mal, a coragem, a dignidade humana e a valorização da vida – temas universais e atemporais, que permeiam o judaísmo e que há mais de três milênios vêm influenciando a humanidade.

_________________________________________________________________

Bibliografia:

Rabi Sacks, Jonathan, Exodus: The Book of Redemption. Covenant & Conversation - A Weekly Reading of the Jewish Bible,  Maggid Books & the Orthodox Union

quarta-feira, 26 de março de 2014

Bíblia cristã explica Ieshaiáhu (Isaías) 7:14 e 9:5, 6

A Bíblia Sagrada cristã Edição Pastoral, Paulus, 1990, explica sobre Ieshaiáhu 7:14 ("[O ETERNO D-us] falou de novo a Acaz, dizendo: ... Pois saibam que [O ETERNO D-us] lhes dará um sinal: A jovem concebeu e dará à luz um filho, e o chamará pelo nome de Emanuel. ... [O ETERNO D-us] há de trazer para você [Acaz], para o seu povo e para toda a família do seu pai, dias de felicidade como nunca houve desde o dia em que Efraim se separou de Judá'."):

"Acaz teme o cerco ... Isaías vai ao seu encontro e o tranquiliza, mostrando que não haverá perigo, pois continua válida a promessa de que a dinastia de Davi será perene... . O sinal prometido a Acaz é o seu próprio filho, do qual a rainha (a jovem) está grávida. Esse menino [Ezequias] que está para nascer é o sinal de que Deus permanece no meio do seu povo". (Página 907)

E explica sobre Ieshaiáhu 9:5, 6:

"Em 732 a.C., o rei da Assíria toma os territórios da Galiléia e adjacências, incluindo Zabulon e Neftali. O povo do Reino do Sul teme o avanço assírio, mas o profeta [Ieshaiáhu/Isaías] mostra que [O ETERNO D-us] libertará os oprimidos e trará a paz. O que leva Isaías a essa luminosa esperança é o nascimento do Emanuel (cf. 7,14), que é Ezequias, o filho herdeiro de Acaz. O profeta prevê um chefe sábio, fiel a Deus, duradouro e pacífico; ele perpetuará a dinastia de Davi, estendendo o reinado deste até às regiões agora dominadas pela Assíria e organizando uma sociedade fundada no direito e na justiça." (Página 909)

"Isaías projeta para o reinado de Ezequias o ideal utópico de uma sociedade que chegou à realização plena ... . Esse reinado se fundará no total espírito [do ETERNO D-us] ..., que fará surgir uma sociedade alicerçada na justiça, produzindo paz e harmonia." (Página 911)